"13 reasons why" está ai e não dá mais pra fingir que isso não acontece.

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Não deu para não maratonar 13 reasons why. Desde que anunciaram eu já estava muito interessada na série. Não li o livro mas sabia exatamente do que se tratava: bulliyng, assédio, depressão, suicídio, fofoca e tudo o que mais pode acontecer de ruim no ensino médio.
Ser adolescente pode ser bem doloroso para algumas pessoa e uma delas, sem dúvidas, era Hannah Baker. 

"E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?"

Logo no primeiro episódio da série a gente já sabe que ela se matou. Não existe volta pra isso, não adianta se apegar ao personagem, não adianta torcer, uma já morreu e não vai voltar. Parece a vida real né?
E então chega treze fitas na casa de Clay, o personagem principal, com instruções bem claras: Ele deve ouvir, todas na ordem e depois passar para a próxima pessoa. Se todos os treze não ouvirem todas as fitas alguém tornará a gravação publica. Mas quantas pessoas já ouviram aquilo? Quantas ainda faltam ouvir?
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Por mais que, talvez, você não tenha passado por tudo o que Hannah passou, porque ela passou por muita coisa e ela aguentou muita coisa. Não dá pra não se colocar no lugar dela. Em algum momento do seu Ensino Médio você teve um problema que não soube ou não teve como resolver, e esse problema foi causado pela maldade das outras pessoas. Pessoas que eram incapazes de se colocar no seu lugar.

Mas ai ficam as perguntas: Quantas vezes você foi o causador do problema de alguém? Quantas vezes você não foi capaz de se colocar no lugar de alguém?

A série tem 13 episódios, um para cada fita e nós vamos descobrindo tudo junto com Clay, que aparentemente é o único que realmente se importa com o que aconteceu. Ao longo dos episódios, novos personagens vão aparecendo e se conectando aos acontecimentos. A série não segue uma ordem cronológica, ora você está com a Hannah em uma de suas memórias, ora você ta com o Clay ouvindo o áudio e logo depois você avança ou atrasa do tempo depois da morte dela. Tem que prestar bastante atenção pra não se perder.

Resultado de imagem para hannah baker and clay jensenNão tem como não se solidarizar com os pais de Hannah, em um dado momento a mãe conta para Clay que eles não receberam nenhum bilhete de explicação. E tudo o que ela quer é saber o motivo. Por isso os pais de Hannah resolvem processar a escola por acreditarem que Hannah se matou porque sofria bulliyng. Nós que estamos assistindo sabemos que isso é verdade desde o primeiro episódio, embora ainda não saibamos a dimensão de tudo o que ela viveu. Mas para os pais é tudo um mistério. E chega um ponto que é nítido que a própria escola quer encobrir para que não haja escândalos.  

- Como você está se sentindo hoje?
- Neste exato momento?
- Neste exato momento.
- Neste exato momento, me sinto perdida, eu acho. Meio vazia.
- Vazia como?
- Simplesmente vazia. Simplesmente nada. Não me importo mais.

O pior de toda série é, sem dúvidas, o fato dela ser mais real do que imaginamos. Existem tantas Hannah Bakers na vida real. Cada episódio é um soco no estomago de todo mundo que tem alguma empatia. Mas pior ainda do que existir Hannah Bakers é existir tantos Justins, Jessicas, Alexs, Bryans, Marcus, pessoas que são capazes de qualquer coisa, inclusive ferir outra pessoa, só para se sentirem superiores. Quantas vezes você fez isso? Já pensou no impacto que isso causou em alguém?



13 reasons why não é só uma série, ela é um tapa na cara, um jeito de tentar sacudir essas gerações que não entendem, ou fingem que não entendem, como palavras e atitudes podem machucar outras pessoas e como isso pode ter consequências. 
É se pra se sentir culpado sim, é pra ter atitude sim. Chega de fingir que não ta vendo acontecer. 

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