[Resenha] - Minha vida mora ao lado - Huntley Fitzpatrick


Editora: Valentina
Lançamento no Brasil: 2015
Título Original: My life next door
Gênero: romance
Páginas: 320
ISBN: 978-85-65859-70-7

"Minha Vida Mora ao Lado" conta a estória da jovem Samantha Reed, de 17 anos, que vive com a mãe, Grace, e a irmã mais velha em Stone Bay, Connecticut. À primeira vista, a vida dela poderia ser muito boa: estudante de uma boa escola particular, com um emprego no clube e uma casa confortável e um tanto chique devido ao emprego da mãe na carreira política. Mas Samantha não aprecia o que tem principalmente pelo fato de que sua mãe dá mais atenção ao seu emprego do que às filhas.

Por isso a garota sentia-se sozinha e sua atividade favorita era observar da janela do seu quarto a rotina da casa vizinha. A família Garret morava ao lado já há 10 anos e, com seu estilo de vida mais simples e despreocupado, eram vistos com desprezo pela mãe de Samantha, que proibiu as filhas de terem qualquer contato com os vizinhos, um casal com oito filhos. 

Até o dia em que Samantha acidentalmente conhece Jase, um dos filhos do casal Garret. Jase é uma pessoa legal, gentil, prestativa e logo Sam e ele se apaixonam. A garota agora passa a viver uma vida paralela, socializando com os vizinhos e mantendo isso em segredo da mãe.

Mas este relacionamento não iria permanecer em segredo para sempre e logo a nova vida de Sam acaba sendo revelada. Grace não aprova o comportamento da filha e não quer que ela se misture com "a ralé", mas Sam deixa claro que não está disposta a abrir mão do que conquistou e decide fazer o seu melhor para abrir a mente de Grace em relação à família que a acolheu quando sua mãe parecia estar cada vez mais distante dela. 

"Não vou pedir desculpas como se ela estivesse certa e eu tivesse feito algo imperdoável. Isso tornaria o que eu disse para Jase uma mentira. Não vou mais mentir para ele nem contar meias verdades."

“Minha vida mora ao lado” é um livro simples e ao mesmo tempo intenso e cheio de emoções que retrata diversos assuntos cotidianos, que vivemos em nossa sociedade. É muito mais do que um simples romance entre dois adolescentes de 17 anos que são vizinhos. Fala de cumplicidade entre família, sobre primeiro amor, sobre amizade. Fala sobre o preconceito que diferenças sociais podem causar, sobre cometer erros e ter força para encará-los e consertá-los, fala sobre honestidade, segredos e mentiras. Alguns com mais profundidade, outros com menos importância, mas todos fundamentais para a criação dessa estória perfeita capaz de conquistar corações. 

A escrita da autora é de uma sensibilidade única e você consegue imaginar tudo e qualquer coisa com muita clareza, de forma muito simples e com trechos bem leves e divertidos, recheados de menções a séries queridas dos leitores, como Harry Potter, Nárnia, Crepúsculo e muitas outras. O modo como são descritos os diversos cenários fazem com que o leitor mergulhe naquele mundo com muita facilidade. O clima de cidade litorânea pode facilmente ser sentido, as páginas parecem emanar o calor do sol, a brisa e o cheio de água do mar, e não é qualquer livro que possui o poder de liberar este misto de sensações do jeito que “minha vida mora ao lado” conseguiu.

"Dizem que a gente nunca sabe o que faria numa situação hipotética. Todos nós gostamos de pensar que seríamos uma daquelas pessoas que entregariam o colete salva-vidas e acenariam um estoico adeus do deque do Titanic enquanto ele afundava [...]. No entanto, nunca sabemos com certeza se, quando as coisas desmoronarem, vamos pensar na nossa segurança primeiro ou se isso vai ser a última coisa que vai passar pela nossa cabeça."

Os personagens são também extremamente bem construídos e você consegue amá-los da mesma forma e com a mesma intensidade com que consegue odiá-los. Isso é um ponto muito positivo no livro, porque acaba gerando mais tensão o fato de você ter de quem desconfiar. Além disso, apesar de o livro ser narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da Samantha, você consegue absorver os sentimentos dos demais. Você enxerga situações e comportamentos que os próprios personagens não conseguem ver e fica na ansiedade de descobrir que hora as coisas serão reveladas para ele/a. Não são pessoas perfeitas, cometem erros e precisam de apoio para passar por situações difíceis. São magoadas, iludidas, sentem dor, sentem culpa, alegrias e tristezas. E a autora soube descrever e explorar cada um dos sentimentos de cada um dos personagens de forma digna de aplausos. 

Recomendo esta obra literária para todos os que são apaixonados por romances e procuram uma leitura leve e ao mesmo tempo profunda. E agradeço de coração à querida Kathleen do blog Vida em Marte por ter me indicado este livro maravilhoso!

TAG: Feitiços de Harry Potter

Olá, pessoal! Como vão?
Hoje resolvemos trazer para vocês mais uma TAG super divertida, a TAG dos feitiços de Harry Potter. Muitos blogs já participaram desta TAG, mas a que nós trazemos para vocês aqui foi criada por nós e baseada no que vimos em outras páginas, como o Estante Diagonal, que também tem sua TAG de feitiços. Então vamos lá?

TAG: Feitiços de Harry Potter


01. Alohomora - o livro que abriu sua mente para determinado assunto.

Bem, se teve um livro que me fez parar e pensar com todas as minhas forças no tema que ele abordou, este livro foi "A Maldição do Titanic". Nele, os personagens organizam uma expedição para localizar o navio e recuperar objetos de valor. Mas quando eles descem com seus submarinos até o Titanic, fica muito claro que há algo misterioso no fundo do oceano e que talvez seja melhor eles deixarem as coisas como estão, seguindo o seu curso natural. Este livro é fantástico e se encaixa bem nesta questão, pois ele realmente me fez pensar sobre o que pode haver no nosso planeta que nós ainda não temos conhecimento de sua existência.



02. Wingardium Leviosa - o livro que fez sua mente voar longe.

Foi um pouco difícil escolher a resposta para este feitiço, mas depois de muito pensar, optei pelo meu exemplar de "Jurassic Park". Este livro, que narra os acontecimentos do primeiro filme de forma extremamente diferente, entrou nesta TAG justamente por isso: ser diferente do filme que já conhecemos. Eu sempre gostei muito dos filmes, mas foi recentemente que descobri o livro. E a minha surpresa foi muito grande, pois eu me senti em um mundo totalmente novo. Lógico que vários pontos coincidem, mas algumas partes eu nunca imaginei que pudessem sequer existir na obra e isto fez com que este livro se tornasse muito especial e eu me sentisse vivendo uma aventura no mundo dos dinossauros que até então eu não tinha vivido!



03. Riddikulus - o livro que mais te fez rir.

Eu não sou muito de demonstrar emoções enquanto estou lendo. Mas um dos que mais me fez rir até hoje foi "Procura-se um marido", da Carina Rissi. Gente, como eu ri com aquele livro! Ele conta de forma muito divertida a história da Alicia, uma moça que herdou uma grande fortuna do avô, mas que só poderia ter acesso ao dinheiro depois que estivesse casada há mais de um ano. Tentando burlar o sistema, ela coloca um anúncio no jornal procurando um marido de aluguel. E à medida que as coisas vão se desenrolando, tudo vai virando uma confusão e o livro é 99% só risadas. Quem procura um livro divertido para ler, "Procura-se um marido" é uma ótima pedida.



04. Crucius - o livro que te causou uma dor muito intensa.

Sem dúvidas, o livro que partiu meu coração e me fez entrar em uma ressaca literária daquelas foi o terceiro volume da saga Academia de Vampiros, "Tocada pelas Sombras". Eu amo demais esta saga, é uma das minhas preferidas. E quando você gosta muito, vai lendo, lendo, lendo e nem vê o tempo passar (não é? rs). Foi exatamente o que aconteceu com este livro também, porque quando eu terminei a última página, a primeira coisa que eu pensei foi "não acredito que isso aconteceu. Não acredito que isso está acontecendo". Foi bem o livro que me causou aquele mal estar por dentro e não me permitiu pegar outro livro por quase uma semana. Sofri demais com ele, mas ainda assim é um dos meus queridinhos. Vai entender! haha



05. Imperius - o livro que você obrigaria todo mundo a ler.

"Como eu era antes de você". E não escolhi este livro porque quero que todo mundo chore e sofra, não. Mas o modo como a autora relata acontecimentos cotidianos, a vida de pessoas que precisam lidar com uma deficiência, o jeito como são tratadas pela nossa sociedade... Tudo é uma coisa impressionante. Muitas vezes eu tive que interromper minha leitura porque a carga emocional que eu recebia era muito grande e eu precisava de um tempo para absorver tudo o que estava acontecendo. Porque é tudo muito impactante neste livro e você se sente mal pelas coisas ruins que acontecem com os personagens. Mais que isso, você se pega pensando no modo como as pessoas se portam diante de determinadas situações e cada momento é uma lição de vida. Vale muito a pena a leitura.



06. Obliviate - o livro que você gostaria de esquecer que leu.

Esta sem dúvida foi a questão mais complicada de responder, porque até então não encontrei um livro que eu falasse "nossa, me arrependo até a última gota de sangue de ter lido". Mas se tem um livro que eu li e não sei se faria questão de ler de novo, este livro foi "Toxina", do Robin Cook. Quando sua filha fica doente após comer um sanduíche em uma lanchonete, Kim começa a batalhar para descobrir a verdade por trás dos lotes de carnes contaminadas que chegam ao local. E ele acabará se envolvendo em situações perigosas que podem vir a custar a sua vida. Não que o livro seja ruim, mas em comparação com os demais que já li deste autor, achei este meio fraco. Estou pensando se dou mais uma chance para ele ou não...



07. Expelliarmus - o livro que abalou suas estruturas.

Se eu fosse um edifício já teria caído há muito tempo, pois os livros que me causaram essa sensação foram vários! Mas como posso optar somente por um, então eu escolhi "172 horas na Lua" (que eu já mencionei muitas vezes em diversos posts meus!). Neste livro, a NASA promove um concurso mundial para levar três pessoas à Lua. Mas quando as coisas começam a dar errado é que os três vencedores percebem que não foram tão sortudos assim como todos diziam. O que dizer? O fim deste livro acabou comigo! Só quem leu mesmo para saber. Mas não é o livro que abala suas estruturas por te fazer chorar, longe disso. É pior hahahaha. E eu paro por aqui para não dar spoilers para ninguém, já que este é o tipo de livro que qualquer coisinha pode ser considerada como um. Então vou ficar quietinha aqui...




08. Fidelius - o livro que é o seu protegido.

Já usei ele também em muitas outras listas, mas novamente o coloco aqui. Meu queridinho, aquele que eu posso ler e reler 500 vezes e nunca vou me cansar é "Mar da Tranquilidade". Ele conta sobre a vida de Nastya e Josh, dois jovens que escolheram não permitir que ninguém entrasse em suas vidas por já terem sofrido demais. Mas quando eles se conhecem na escola, acabam por ir contra suas vontades e tornam-se o porto seguro um do outro. Sabe aquele livro da sua estante que você fica admirando? Às vezes o tira de lá só para dar uma folheada, nem que não vá lê-lo naquele momento de novo? Então, para mim é este aí! Um dos melhores livros do mundo dos romances. 



09. Confundus - o livro cujo final (ou algum outro acontecimento) te deixou confuso.

Meu escolhido para ser o número 09 é "Cuco", da escritora Julia Crouch. Neste livro, Rose convida sua melhor amiga Polly e seus dois filhos pequenos para morar em sua casa, a fim de ajudá-los a passar por uma fase difícil. Mas com o passar dos dias, Rose começa a ver um lado de Polly que ela não conhecia e teme ter tomado a decisão errada ao convidá-la para ficar em sua casa. O desenrolar do livro é muito bom, deixa o leitor tenso durante todos os capítulos, pois você acaba entrando na mente da Rose e passa a desconfiar de tudo. Mas o final deixou a desejar e você fica sem saber ao certo se tudo não passou de uma invenção da mente da personagem principal ou se era verdade. Eu acho que era verdade, mas senti que este foi um daqueles livros que o autor deixa o final de forma que o leitor tire suas conclusões. Então, por favor, se houver alguém com uma opinião diferente da minha, vamos conversar!



10. Petrificus Totalus - o livro com uma cena que você gostaria de congelar no tempo.

Resolvi colocar aqui o livro "Os bons segredos", pois ele é um dos meus livros que mais tem citações que eu amo. Nele, Sydney é uma adolescente acostumada a ser invisível, vivendo sob a sombra de seu irmão mais velho, que recebe total atenção dos pais. Até o dia em que ela conhece a família Chatham e descobre um mundo totalmente novo e passa a ser muito querida por eles. Com esta nova vida, Sydney decide que está disposta a mudar o rumo das coisas e nunca mais ficar em segundo plano. Este é um daqueles raros livros que tocaram lá no fundo da alma. Cheio de citações e trechos perfeitos, é o livro que eu escolheria sem nem pensar duas vezes para congelar no tempo e poder sentir o que eu senti quando li pela primeira vez, tudo de novo!



11. Engorgio - um livro que você gostaria que fosse maior para ter mais conteúdo para ler.

Como não gosto de ficar repetindo livros nas respostas de TAG, então para esta questão eu escolhi o livro "Na Ilha", da escritora Tracey Garvis Graves. Neste livro, os personagens Anna e T.J. sofrem um acidente em alto mar e acabam sendo os únicos sobreviventes, presos em uma ilha deserta. Sem muitos suprimentos que pudessem recolher do acidente, eles começam uma luta pela sobrevivência, mas não perdem a esperança de que logo voltarão para casa. Gostei muito deste livro pela premissa que ele oferece. Não é sempre que encontramos um livro com esta temática e eu imaginei que fosse realmente um romance bem diferente. Não me decepcionei com a trama, pelo contrário. Amei demais e por isso queria que ele fosse bem mais além do que 280 páginas.




12. Avada Kedavra - o livro que você sofreu com as mortes.

Uma das coisas mais desagradáveis é receber spoiler sobre a morte de algum personagem, então preferi escolher um livro de uma série (pois as séries no geral nunca têm somente uma morte, então não fica tão óbvio). Eu optei por colocar aqui o segundo livro da série Academia de Vampiros (de novo), "Aura Negra". Mas não falarei quem morre nem como, para não desanimar quem quiser ler. Só sei que foi uma das mortes que mais me deixou triste na literatura e, sem dúvidas, era um personagem que eu reviveria se tivesse a oportunidade.



13. Expecto Patronum - o livro que te traz boas recordações.

Escolho "Harry Potter e a pedra filosofal". A saga toda me traz boas lembranças, mas foi o primeiro livro que deu início a tudo, então ele merecia estar aqui. Lembro-me quando ganhei de presente da minha avó e nós líamos juntas todas as noites. Ficávamos relendo várias vezes o livro e desenhávamos como achávamos que seriam os personagens (saudade dos meus desenhos do trasgo...) e ficamos horas fazendo isso. Dávamos risadas dos nomes engraçados de feitiços e discutíamos todas as cenas. Sem dúvidas, lembranças inesquecíveis! <3




Bom, gente. Essa foi a nossa TAG de hoje! Espero que tenham gostado!
Alguns dos livros citados já possuem resenha no blog, então é só clicar no nome dele se quiser ler! 

Um beijinho, até a próxima!


[Resenha] - A Caderneta Vermelha - Antoine Laurain



Editora: Companhia das Letras
Lançamento: 2016
Gênero: Ficção francesa
Páginas: 135
ISBN: 978-85-5652-013-5

Laurent Letellier é um livreiro parisiense cuja vida segue uma rotina extremamente tranquila. Morando no segundo andar do local em que trabalha, ele não possui o hábito de se deslocar muito para chegar aos locais que precisa. Em um dia como qualquer outro, a caminho do seu café matinal na cafeteria L'Espérance, Laurent se depara com uma cena inusitada: uma bolsa feminina lilás em perfeito estado abandonada sobre as latas de lixo ainda não recolhidas naquele dia.


"A questão que se apresentava agora era quase de ordem moral: levá-la consigo ou deixá-la ali mesmo? Em algum lugar da cidade, com certeza uma mulher tinha sido roubada e, muito provavelmente, perdera a esperança de rever seus pertences."

Laurent resolve que entregará a bolsa lilás para que a polícia descubra a quem ela pertence, mas chegando na delegacia percebe que esperar o tempo estipulado pela polícia para ser atendido irá fazê-lo se atrasar para o trabalho. Laurent então vai embora com a bolsa, decidido a voltar no dia seguinte, e a guarda em seu apartamento.

Movido pela curiosidade, ele começa a vasculhar a bolsa, mas não há nada dentro dela que indique a quem ela pertence. Nenhum telefone, nenhum documento, nada. Apenas uma série de objetos que Laurent não consegue compreender - e uma caderneta vermelha. Uma caderneta vermelha cheia de anotações e pensamentos curiosos que aos poucos vão dando forma à dona daquela bolsa e que fazem com que Laurent mergulhe na mente daquela mulher desconhecida e resolva que irá por si mesmo procurar por ela.


É desta forma que começo definindo "A caderneta vermelha": extremamente romântico, como todo livro que se passa em Paris deve ser. O autor escolheu uma ideia bem simples e original e usou e abusou de ideias incríveis para compor sua estória, de forma que o livro passa longe de ser um romance água com açúcar. Narrado em terceira pessoa, não só conhecemos a mente de Laurent, mas também somos apresentados à "mulher misteriosa", ainda que em poucas partes.

Os personagens são maravilhosos, muito bem construídos e expressivos. Apesar da diagramação um pouco confusa em certos pontos pela falta de identificação dos diálogos, é muito fácil compartilhar dos mesmos sentimentos e pensamentos que eles. Gostei do fato de serem perfeitamente representados pelo que realmente são - pessoas comuns como qualquer um de nós. Os diálogos são bem realistas e a estória fica mais leve por causa disso.

Pela sua prestatividade, não podemos deixar de torcer para que Laurent consiga realizar seu novo objetivo - o de encontrar a dona daquela bolsa, cujos pensamentos aleatórios causaram certo impacto na vida do nosso protagonista. 


Apesar do clima romântico que permeia as páginas de "A caderneta vermelha", o autor mesclou situações cotidianas bem divertidas que mostram que, sim, em bolsa de mulher cabe muita coisa - e até dá umas dicas básicas sobre como agir perante uma bolsa de mulher perdida cheia de artefatos que só fazem sentido para nós!


"Bebeu mais um gole de vinho, com a nítida sensação de que ia cometer um ato proibido. Uma transgressão. Um homem não remexe a bolsa de uma mulher - até os povos mais atrasados deviam obedecer a essa regra ancestral."

Sem dúvidas, um romance único e capaz de conquistar, que retrata como duas vidas podem se cruzar por causa de um acontecimento inesperado e que, na verdade, nada na vida acontece por simples acaso. 
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