[Resenha] - O garoto do cachecol vermelho - Ana Beatriz Brandão

ISBN-13: 9788576865353

ISBN-10: 8576865351
Ano: 2016 / Páginas: 294
Idioma: português 
Editora: Verus


 Melissa é uma garota de 19 anos mimada, arrogante e preconceituosa. Ela é também a melhor bailarina da sua faculdade e já chegou a fazer cursos fora do país em uma conceituada escola de dança. Embora não aparente, sua vida é vazia. Seu pai morreu quando ela era nova e a mãe viaja a trabalho e nunca está presente quando ela precisa, por isso ela aprendeu a se virar sozinha e não precisar de ninguém.
Numa noite de ano novo Melissa avista Daniel, um garoto que usa um cachecol vermelho em pleno verão mas que vai mudar sua vida completamente. Depois de uma péssima primeira impressão os dois se encontram novamente no primeiro dia de aula da faculdade. Logo Mel descobre que Daniel é filho da reitora e já julga o rapaz como bolsista pobre.
Mas, sem nenhuma razão aparente, Daniel sempre está querendo ajudar a bailarina, que não entende o porque precisaria de ajuda já que sua vida é perfeita e por isso os dois sempre acabam brigando. 
Pedro, o rapaz que sai com Melissa de vez em quando e acha que é namorado dela acaba ficando agressivo e com ciumes excessivos por causa da aproximação de Daniel, e mesmo Melissa o tratando de maneira esnobe ele faz de tudo para ficar com ela. 

A medida que o livro vai desenvolvendo percebemos como Melissa e Daniel se atraem, sempre estão nos mesmos lugares e ao mesmo tempo se odeiam, porque esses encontros sempre acabam em briga. Mas por essa proximidade, mesmo que involuntária, ele acaba participando de momentos delicados da vida dela e seu instinto de tentar ajudá-la vai ficando cada vez maior. Porém a arrogância de Melissa não a deixa enxergar a ajuda de Daniela como algo bom em sua vida. Demora até que ela ceda e os dois começam a passar mais tempo juntos.
Mas Daniel é muito diferente da bailarina arrogante e preconceituosa, e cada gesto de bondade e de ajuda ao próximo causa uma estranheza muito grande em Melissa, que não consegue participar dessa realidade junto com ele.

Em paralelo com a história desse improvável casal temos uma audição para Julliard, a melhor escola de artes dos Estados Unidos, talvez até do mundo, que Melissa aguarda ansiosamente por uma resposta ao vídeo que ela enviou. Seu maior sonho é conseguir essa audição, garantir uma vaga e se transferir para lá, deixando tudo no Brasil pra trás.

Além de toda essa áurea de amor e ódio temos uma grande abordagem sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, que é vivenciada por um dos personagens e também ajuda na construção do caráter da nossa protagonista. E acima de tudo, nos abre os olhos pra uma questão importante, que é a ajuda a uma das instituições que ajuda a cuidar dos portadores de ELA. No minimo deu pra notar que Brandão fez o trabalho de casa, soube abordar o tema com sutileza sem tornar banal. Além de não minimizar a importância de um tratamento adequado a uma doença que atinge a tantos e é tão pouco conhecida pelas pessoas.
O livro é inteiramente narrado pela Melissa, apenas um pequeno trecho nos mostra uma curta visão de Daniel, mas valeu super a pena. O personagem tem uma mente incrível que vale a pena explorar.

O livro é emoção do começo ao fim, tem um desfecho que você jamais poderia imaginar e com certeza vai te arrancar lagrimas de tristeza e gratidão, e vai te fazer se perguntar como alguém é capaz de criar um história tão maravilhosa e perfeita. Daniel é um dos personagens mais cativantes que existem da literatura, e você vai se emocionar com ele a cada página. 

É o primeiro romance de Ana Beatriz Brandão, que já mostrou através de outros livros que veio pra ficar e é a nova cara da literatura nacional. Com seu jeito único de narrar a história flui com leveza, nos arrancando suspiros e risadas em diversos momentos.
O garoto do cachecol vermelho vem disfarçado de romance água com açúcar só pra dar um tapa na nossa cara de leitor que pensa que já viu de tudo. Recheado de drama, suspense e romance, o livro é, sem dúvidas, o melhor de Ana Beatriz Brandão até agora.

Assista o booktrailer do livro em que eu fui a bailarina:


[Projeto Calendarium: marcando o tempo em livros] - #4 - 24 de agosto: Dia do Artista



Olá leitores do blog! Cá estamos nós novamente com mais um post do Projeto Calendarium para vocês! Sendo hoje o Dia do Artista, nós listamos para vocês dez personagens dos nossos livros que se encaixam nessa categoria. Não foi fácil, mas acredito que conseguimos reunir aqui um bom número de personagens, alguns com habilidades tão legais que farão qualquer um se apaixonar por eles! Vamos conferir?







24 de Agosto: Dia do Artista
- os personagens artistas -

O primeiro personagem de quem irei falar foi o primeiro a surgir na minha cabeça quando fui criar minha lista dos cinco artistas. Quem acompanha minhas postagens aqui do blog sabe o tamanho do meu amor pelo livro nacional "A Filha do Norte" e é por isso que eu não podia deixar de mencionar Christofer Vergamini, o pianista fantasma mais legal que eu conheço. Chris é o terceiro mais novo dos sete irmãos e desde pequeno tem essa paixão por piano, tocando desde músicas famosas até compondo suas próprias canções. Como eu sempre gostei de piano, fiquei maravilhada quando descobri essa habilidade dele e como um dos meus personagens preferidos da vida, ele não poderia faltar. Clique aqui para conferir a resenha do livro.



O segundo escolhido para compor minha lista é o Dexter, do livro "Uma canção de ninar". Dexter é um personagem muito divertido e de bem com a vida, cantor da banda Truth Squad ao lado de alguns amigos. O que eu mais gostei no Dexter como cantor foi que ele, juntamente com os demais membros da Truth Squad, misturam covers com músicas compostas por eles mesmos, essas últimas em um estilo bem descontraído e divertido, mas ainda assim levam o trabalho como músicos muito a sério. Apesar de tudo, Dexter é descrito pela protagonista como um ótimo cantor e eu concordo com ela!
Clique aqui para conferir a resenha do livro.




Meu terceiro colocado pertence a um livro que eu não gostei muito, que aos meus olhos deixou muito a desejar. Mas ele se encaixa perfeitamente na categoria de artista, por isso deixei minha decepção de lado e ofereci a ele um lugar na lista. Gabriel Allon é um ex-agente israelense que após quase ser morto em uma de suas missões, resolveu abandonar este trabalho e seguir carreira de restaurador de arte, dedicado a dar vida nova à obras de extremo valor. O foco do livro não é a carreira atual dele, mas os poucos momentos em que nos foi narrado seu trabalho de restaurador me deixaram completamente encantada.






A personagem que eu escolhi para ocupar a quarta colocação é a jovem Paige, do livro "Tocando as estrelas". Quis colocá-la aqui porque a história dela é um pouco diferente. Sua entrada no mundo do cinema foi inesperada. Seguindo o conselho de uma amiga, Paige se inscreve para a seleção de um papel principal e acaba ganhando, tornando-se inesperadamente uma das atrizes mais famosas do momento. E este livro nos mostra a nada fácil adaptação dela no mundo das celebridades. 
Clique aqui para conferir a resenha do livro.




E para finalizar o post dos artistas, o meu quinto colocado é o Christian, da série nacional "Fazendo meu filme". O Christian também é um ator, e o caminho que ele trilhou é, até certo ponto, parecido com o da personagem citada anteriormente. A protagonista da série conhece Christian durante um intercâmbio para a Inglaterra e após descobrir o interesse em comum pela área de cinema, ela o incentiva a tentar a carreira de ator nos Estados Unidos. Christian não aparece muito nos livros, mas ele nos apresenta alguns dos dilemas de ser um novo astro de Hollywood, o que traz muitas reviravoltas ao livro e deixa o leitor bem aflito de vez em quando.




Bom, pessoal! Minha seleção dos personagens artistas é essa, espero que vocês tenham gostado! Confiram abaixo a lista dos cinco personagens artistas da Carol! E até a próxima!


Entrevista Luisa Soresini - parte 03


Olá, leitores! E aqui estamos de volta, depois de um pequeno momento de tensão na entrevista passada (link no final do post), para dar continuidade ao nosso talk show! Hoje vocês irão conhecer o tão charmoso, refinado e encantador Luka Vergamini, um dos bruxos mais legais da história da literatura! Então vamos lá.


Entrevista com Luisa Soresini – parte 03

Marina: Seja novamente bem vinda, Luisa! E é um prazer recebê-lo para o terceiro episódio da nossa entrevista, Luka! Está mais calma da entrevista anterior, Luisa?


Luisa: Um pouco, porém estou começando a achar que foi a pior ideia que eu já tive...

Luka: Está dizendo isso só porque sou charmoso, refinado e encantador? – sorrisinho.

Luisa: Estou dizendo justamente porque você não é.

Marina: E você, Luka? Como vai?

Luka: Maravilhosamente bem. Principalmente depois de receber tantos elogios, Marina. Devo dizer que você também não é de se jogar fora e eu adoraria olhar mais de perto estes lindos olhos casta...

Puxa a orelha.

Luisa: Você vai ficar bem sentadinho aqui. Quietinho... Beleza, Luka?

Luka: Está doendo, sua pirralha inconveniente.

Luisa: Prontinho. Estamos prontos para a entrevista.

Marina: Bom, Luisa, hoje queria conversar com você sobre os ambientes do livro! Como você criou a Vila Mafaldi? Você se baseou em algum lugar já existente que te deixou com vontade de inserir sua história ali ou foi tudo da sua cabeça?

Luisa: Bom, tecnicamente foi minha imaginação. Porém, pensei em algo que pudesse ter relação com a natureza das bruxas e como elas representam elementos, pensei em um ambiente que tivesse as quatro estações bem definidas. Então, um lugar mais ao norte seria o ideal.

Luka: Chato demais... Próxima pergunta.

Marina: E quanto à mansão dos Vergamini? De onde veio sua inspiração?

Luka: Do nosso extremo bom gosto e adoração pelas coisas belas da vida. Não sei se você sabe, Marina, mas cada detalhe daquela casa foi intensamente pensando por mim. Os demais tiveram sua contribuição, especialmente o Danton. Porém, o meu bom gosto foi certeiro e dominante.

Luisa: Ahh, mas é claro. Faz todo sentido. E qual é a minha participação na casa?

Luka: A sua? – rindo da cara dela – 'Pera, alguém me traz água. HAHAHAHA. Senhor, piada ótima essa, adorei.

Luisa: Eu te odeio. – suspiro – Pensei em uma antiga mansão mal assombrada para a criação da Mansão, a Mansão Woodchester, que tem tudo a ver com esses monstros ignorantes e idiotas.

Luka: HAHAHAH você inventa cada mentira, não é?

Marina: Como você está se sentindo ao ver que os fãs andam debatendo e criando cada vez mais teorias, tirinhas, fanarts, playlists, imagens, entre muitas outras coisas, a respeito do seu livro?

Luka: Olha só. Só uma coisa: PAREM DE ME SHIPPAR COM A GAROTA. Eu não gosto dela, eu quero torcer o pescocinho dela a maior parte do tempo. Então, PAREM.

Luisa: Ai Espíritos. Seguinte, eu adoro, Marina. O problema que a cada ship ou nova teoria, eu ouço gritos de sete caras chatos na minha cabeça. Essa parte não é tão legal assim.

Luka: PAREM DE ME SHIPPAR COM A GAROTA!

Luisa: Desse jeito. Só que sete vezes.

Marina: Sei que os fãs estão cada vez mais ansiosos pelo próximo livro, não é para menos, né? Tem alguma novidade a respeito do lançamento que você já pode adiar para acalmar – ou atiçar, quem sabe... – os nervos?

Luka: Não tem.

Luisa: Que drama, hein? Só porque você não gostou da parte em qu...

Luka: CALADA, MISERÁVEL. Ou eu conto o final para esse povo todo aqui.

Luisa: Devido as circunstâncias, acho que não temos novidades.

Marina: E você, Luka? Pensa diferente dos seus irmãos ou também sente que a Luisa enlouqueceu no livro dois? E, caso sim, apesar disso, o que você achou dele como um todo? Seja sincero!

Luka: O QUE VOCÊ ACHA? Hein? As coisas que esta garota me fez fazer. Olha para cara dela! Eu que sou o monstro depois.

Luisa: Você amou o livro dois... Lá lá lá. Pare de ser dramático... Tem uma ceninha que você deve ter amado, né beijinho?

Luka: CALADA.

Marina: Fale pra gente um pouquinho sobre você... Reparei que seus irmãos também amam chamar você de Sr. Dramático. Você se acha dramático, concorda com eles, nem que só um pouquinho?

Luka: VOCÊ PIROU? OLHA PARA MIM? JAMAIS, REPITO JAMAIS ME CHAME DE DRAMÁTICO.

Luisa: HAHAHAHA ai ai. Respondeu a pergunta muito bem, Luka.

Luka: Eu te odeio.

Marina: E você gostou do papel que a Luisa te deu? Para você, qual é a melhor coisa em ser um bruxo?  

Luka: A única coisa boa que ela já fez por mim. É uma das melhores coisas, porque eu posso ter e fazer o que eu quiser.

Luisa: Não pode ter a Michelle... Lá Lá Lá.

- Feitiço -

Luka: Ah Luisa, até que você ficou bonitinha de porquinha. Vamos terminar a entrevista assim? Vamos? – sorriso.

Luisa: Luka, seu ordinário, me TRANSFORMA DE VOLTA. JÁ!

Luka: Não... HAHAHA.

Marina: Lendo a história, eu senti uma evolução muito grande da sua parte em relação aos seus poderes, à sua magia. Como você se sente em relação a tudo isso?

Luka: Sinto-me muito bem. Assim, posso transformar autoras idiotas em porquinhas lindas.

Luisa: LUKAAA!!

Marina: Aproveita e conta um pouquinho pra gente qual foi a melhor coisa que já te aconteceu até agora!

Luka: Transformar a Luisa em um porco foi a melhor coisa que já me aconteceu.

Luisa: Você vai ver... Eu vou arrancar suas duas pernas no livro 2. Você vai ver...

Luka: Isso se você voltar ao normal até lá. HAHAHA.

Marina: Vamos fazer um pequeno intervalo aqui, tudo bem?

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Pessoal, como puderam ver, tivemos um imprevisto - de novo... ai ai, isso está se tornando muito perigoso - e por isso tivemos que fazer uma pausa na entrevista de hoje. Para os que estão preocupados, a Luisa está bem, já voltou ao normal. Luka disse que só fez isso porque eu implorei de joelhos e prometi que convenceria a Luisa a manter as pernas dele, mas sinceramente? Acho que ele não resistiu aos meus lindos olhos castanhos! (E eu espero que ele não leia isso!).

Se quiserem ler as demais entrevistas, deixarei os links abaixo! Um beijo e até a próxima.

Entrevista Luisa Soresini - Parte 02

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