[Resenha] - O Anjo e o Leviatã - Martha Ricas



Editora: Wish
Lançamento: 2016
Gênero: Dark Fantasy / Literatura Nacional
ISBN: 978-85-67566-02-3

Na época feudal, existiam muitas lendas a respeito de um tipo de criatura das trevas que vagava pelo mundo causando dor e destruição. 
"Existe nas sombras da História uma criatura letal. Povos e civilizações a tem chamado por diferentes nomes. Sua essência é maligna e destrutiva, entretanto é somente uma. Nós, os anjos, os chamamos de Leviatãs."

Em um dos feudos atingidos por esses seres, governava a família do Lorde Straufus, um grande opressor que deixava o povo viver nas piores condições. Devido ao mal que cercava as terras de Lorde Straufus, a querubim Ashira foi enviada em uma missão à Terra para derrotar o demônio que assolava aquelas terras e provar que realmente havia nascido para ser o que era: uma guerreira. 

"O anjo e o leviatã" é um conto da autora parceira Martha Ricas pertencente à antologia Criaturas do Submundo, que reúne em 167 páginas dezoito contos de Dark Fantasy nacionais. Este conto é também uma apresentação da querubim Ashira, que será a protagonista do próximo livro da autora, o segundo volume da série Querubins (para ler a resenha do primeiro livro, clique aqui).

Por pertencer à casta dos querubins, os anjos guerreiros, Ashira recebe uma dura missão, a de vir à Terra para matar uma criatura sombria. A forma como a autora descreve seus personagens continua sendo fantástica, ela consegue com muita facilidade expor sentimentos dos mais comuns aos mais complicados e a forma como ela deu vida à Ashira me fez amar muito esta personagem. Ashira é bem delicada e sensível, é forte e decidida. Coloca as necessidades dos outros perante as suas. Além de não suportar o sofrimento alheio.


Martha Ricas também cria cenários fantásticos e cheios de magia. Como em seu primeiro livro, o conto se passa em um ambiente de épocas passadas, o que em minha opinião, deu um charme muito grande aos livros dela. A escrita parece ter um quê meio poético, bem sereno, e segue uma linha de raciocínio única e especial, que me fez ler com muita calma, sem momentos de euforia e tensão, e mesmo assim aproveitar todos os detalhes ao máximo. E eu acho isso fantástico.

A narrativa é bem tranquila, super leve e fluida, com acontecimentos que se entrelaçam de forma inteligente. A edição também está impecável. A capa do livro está perfeita, com uma aura mágica que representa bem todos os contos presentes no livro. O início de cada conto também conta com uma página decorada super bonita e a revisão, assim como todo o livro, foi muito bem realizada. 

"O anjo e o leviatã" não é um conto longo e devido à trama bem elaborada, pode ser lido bem rápido e deixar um gostinho de "quero mais" para o livro que está por vir! Então se querem conhecer um pouco dessa autora nacional antes de mergulhar no fantástico mundo de Querubins, seu conto é uma ótima recomendação. Aproveitem!

[Projeto Calendarium: marcando o tempo em livros] - 19 de junho: Dia do Luto




Olá gente! Aqui estamos nós novamente com o segundo post do nosso projeto! Para quem não viu o primeiro, o projeto Calendarium consiste em indicarmos quinze livros (cinco para cada um de nós) que estejam relacionados ao tema escolhido do mês! Como hoje é o Dia do Luto, resolvemos então marcar os 15 livros em que sofremos mais com as mortes! Portanto, cuidado. É mais do que certo que este post terá spoilers, mas se você não liga para isso, então venha conosco conferir as 15 piores mortes da literatura! 



19 de junho: Dia do Luto
- As mortes mais sentidas -

- Indicações da Marina -

01. P.S. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)

Preferi começar minha lista com uma morte que não é spoiler, que não foi narrada no livro, mas que me deixou bem triste e me fez chorar rios. Quem já leu ou viu o filme sabe que a estória gira em torno da vida de Holly após perder o marido Gerry. E o que me fez ficar mais triste por sua morte foi a forma como a convivência e o amor entre ele e Holly era linda. Um casal super unido, melhores amigos um do outro, fiquei triste por ter "acabado" dessa forma. Meu coração doía por todas as cenas em que Holly demonstrava imensa saudade do marido e mesmo que não o tenha conhecido muito bem, eu o via pelos olhos da Holly e por isso a morte do Gerry foi uma das que mais me abalou.



02. Harry Potter e as Relíquias da Morte (J.K.Rowling)

Inúmeras são as mortes presentes neste livro e, é claro, quem é fã sofreu com todas. Mas tem aquela que atingiu mais e fez a gente reler aquele capítulo para ver se era verdadeira ou se havia sido só imaginação. No meu caso, a que mais me chocou e que fez ler e reler diversas vezes porque não estava acreditando (e no cinema me cortou o coração também) foi a morte da Edwiges. Sério! Harry Potter teve várias outras mortes bem mais terríveis, mas eu me apeguei tanto àquela coruja, uma das paixões do Harry que não pude deixar de mencioná-la aqui. Ela morreu tentando proteger seu dono e isso destruiu meu coração... 




03. Convergente (Veronica Roth)

Alguns gostaram, outros odiaram, mas todos sofreram com a morte da Tris, nem que só um pouquinho, não há como negar. Quando comecei Convergente, já sabia do final trágico dela (spoilers sem aviso...), e vi que ele seguia um tipo de narrativa diferente dos demais, com capítulos entre Tris e Quatro, e não pude deixar de perceber que essa alternância estava relacionada ao final. E, poxa vida, que coisa! Quando tudo começa a dar muito certo e os personagens começam a fazer planos para o futuro... Já passei por isso uma vez (e vou mencioná-la aqui depois). Fiquei mais arrasada por eles não poderem mais ter seu final feliz juntos do que pela forma como ela morreu...



04. Aura Negra (Richelle Mead)

Já foram 03 mortes na minha lista, mas é agora que "o bicho vai pegar". Porque Richelle Mead em sua série Academia de Vampiros tem o dom de despedaçar corações. "Aura Negra" é o segundo livro somente e já sofremos pela morte de Mason Ashford. O modo como ele praticamente deu sua vida para salvar a protagonista foi um choque imenso. Não esperava que ele pudesse morrer do jeito que morreu e o jeito como Richelle narrou aquela cena... Nossa. O fato de ele estar aqui na minha lista foi que ele morreu por amor à protagonista. E isso foi o que mais me abalou.




05. Tocada Pelas Sombras (Richelle Mead)

 E por último, mas não menos dolorosa (talvez a pior até hoje), foi a "morte" de Dimitri Belikov no terceiro volume de Academia de Vampiros. A primeira coisa que perguntaria para essa autora se a conhecesse seria porque ela destruiu meu emocional com essa "morte". E coloco morte entre parenteses mesmo, quem já leu entende meu motivo. Mencionei no número 03 o fato de tudo estar dando certo para o casal quando um deles morre e o baque que recebi neste livro foi umas dez vezes pior do que qualquer uma das mortes acima citadas. Fiquei com uma ressaca literária de uma semana inteira - a maior que já tive. Então, nem preciso explicar o motivo de ele estar aqui, certo?



- Indicações do Gustavo - 


01. A Esperança (Suzanne Collins)


Bem, começo meu top five com uma das mortes mais sentidas do atual mundo literário: Primrose Everdeen! Eu entendo que uma guerra das proporções da que foi travada em Panem faz muitas vítimas. Contudo para mim, a forma com que a irmã do símbolo da revolução, Katniss Everdeen, foi morta foi absolutamente revoltante! Uma morte que poderia ter sido facilmente evitada pelo próprio povo do qual ela fazia parte e defendia. Confesso que reli uma quatro vezes o famigerado capítulo, em que a autora narra a morte da personagem mais carismática e que representava a esperança para a revolução. Por isso eu li o restante do livro da mesma forma com que Katniss viveu o resto de sua vida: mergulhado em um estado entre o entorpecimento e a melancolia. No momento em que li que Prim morria, eu cheguei a levantar o livro para o jogar na parede! Não o fiz porque o cuidado com meus queridos livros falou mais alto!

02. A Cura Mortal (James Dashner)


Esse livro na minha opinião, assim como para a maioria dos fãs decepcionou um pouco, por ser nítido que o autor se perde um pouco durante a narrativa. E um dos pontos que causou grande discussão foi a morte de Teresa. Os clareanos, que foram usados em vários experimentos, perseguidos e caçados pelo pessoal do CRUEL (Empresa que se dedicava a achar uma cura para a Praga), tinham uma aversão inflexível acerca das intenções da empresa. Teresa sustentava opinião contrária, com sua famosa frase: CRUEL é bom! Eu sempre me solidarizei com ela, e não gostei do seu destino, e do momento com que o autor a matou. Sei que muitos concordam comigo, e muitos discordam, mas eu sempre fui do time Thomas e Teresa. Ela sempre exerceu uma forte influência sobre Thomas e os outros clareanos não gostavam nada disso. Apesar que odiei ela um pouco no segundo livros, mas ela foi coagida a fazer o que fez!

03. Quem é você Alasca? (John Green)

Miles Halter é um jovem pacato, sem amigos, que cansado de sua vida entediante para alguém da sua idade, resolve estudar no colégio interno que seu pai estudou. Lá sua vida muda completamente ao conhecer um garoto popular, apelidado de Capitão e a jovem carismática Alasca Young. A relação entre os três é repleta de cumplicidade e pegadinhas. Logo os três são inseparáveis e aprontam todas tocando o terror no colégio. A infância de Alasca foi uma verdadeira confusão e cheia de sofrimento. E provavelmente por isso as circunstâncias de sua morte são incrustadas em mistério e incertezas. Assim como os personagens, eu até hoje não compreendo com total clareza o que aconteceu e quais motivos levaram ao seu falecimento. Um livro que gostei muito, que me marcou de certa forma, e com um das frases que mais me impactaram: "... se as pessoas fossem chuva, eu era garoa, e ela um furacão."

04. A culpa é das estrelas (John Green) 


Outro dos grandes queridinhos do atual mundo literário, e com uma das melhores e mais fiéis adaptações cinematográficas, ACEDE. O autor inovou ao trazer um assunto que aflora o lado emocional das pessoas, a temática do câncer. A protagonista Hazel Grace, possui um tipo de câncer raro nos pulmões, com uma taxa de mortalidade alta e com um tratamento a base de medicamentos experimentais. Tais medicamentos fazem com que ela leve uma vida minimamente normal. Tudo muda ao ela conhecer Augustus Walter ou, como ele gosta de ser chamado, Gus. Ele tem um câncer menos agressivo e está em melhores condições que Hazel. Os dois começam a paquerar e acabam se apaixonando. Gus é o típico brincalhão e de bem com a vida, e sua morte foi um choque para todos. A relação dos dois é muito comovente, e não há quem não goste dos dois juntos. Junte isso ao fato de que estaticamente a chance dele morrer pelo câncer era pequena, e isso deixou os fãs devastados!

05. Harry Potter e o enigma do Príncipe (J. K. Rowling)

Para finalizar não poderia faltar a morte de um personagem da maior série de livros! Harry Potter dispensa apresentações, assim como Alvo Dumbledore. Aquele que é o mestre, diretor e talvez o maior bruxo da história! O grande professor, que possui um passado como o de qualquer jovem prodígio, fazer diferença e marcar seu nome na história! Com o passar dos anos ele percebeu que as coisas não funcionam assim e adquiri sabedoria para educar e direcionar jovens bruxos na sua formação! Dumbledore é unânime entre os fãs da série, e sua morte foi algo que todo fã sentiu. Para mim foi preciso muito tempo para cair a ficha, e passei muito, muito tempo pensando e desejando seu retorno. Na minha visão, o duelo entre Dumbledore e Voldemort no quinto livro, foi o mais espetacular  de toda a série! Não há quem não veja em Alvo a figura de mestre, educador e orientador; aquele tipo de pessoa que traz a sensação de segurança. 

- Indicações da Carol - 

[Crítica] - Invocação do Mal 2


Diretor: James Wan
Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Frances O'Connor, Madison Wolfe
Título Original: The Conjuring 2 - The Enfield Poltergeist
Duração: 2h13min
Gênero: Terror sobrenatural
Classificação: 14 anos

Lorraine Warren nunca se recuperou completamente da visão que teve durante sua investigação em Amityville ao lado do marido, Ed, para verificar se o que aconteceu com a família DeFeo havia sido de fato trabalho de alguma força sobrenatural. 
Alguns anos depois, em 1970, eles são convocados pela Igreja para viajar à Inglaterra a fim de analisar e colher evidências de uma suposta atividade demoníaca. Caso não houvessem provas suficientes, a Igreja arquivaria o caso.  Por causa do que passou no caso Amityville, Lorraine não acha uma boa ideia, mas Ed a convence a ir, prometendo que se as coisas piorassem demais, eles iriam embora.
Chegando lá, eles são apresentados à Peggy Hodgson, cuja filha Janet têm apresentado comportamentos anormais. Constantemente a garota tem sido alvo de uma entidade que aparenta ser um senhor de 72 anos alegando que aquela casa pertence à ele. E à medida que Ed e Lorraine vão coletando evidências, mais difícil fica para eles se afastarem do caso, ainda que as premonições de Lorraine em relação à algo terrível estejam cada vez mais intensas, indicando que talvez o que ela mais temia está cada vez mais próximo de acontecer.

"Depois de tudo o que vimos, não há muita coisa que nos assusta. Mas isto... Isto ainda me assombra."
Quem me conhece sabe o quanto eu gostei de Invocação do Mal e o considero um dos melhores filmes do gênero que já vi. Por este motivo, quando descobri sobre o lançamento de um segundo filme, mal pude conter a ansiedade. E depois de tanto esperar, fiquei completamente satisfeita ao comprovar que este novo filme superou minhas expectativas! Quando se pensa que não podiam criar nada melhor, os produtores me apresentam à Invocação do Mal 2. Como essa história se passa após o acontecimento do primeiro, podemos ver algumas referências à ele neste novo filme, o que eu acho muito interessante. Inclusive vemos um acontecimento do primeiro longa ser explicado neste filme e revelar-se sendo de uma importância imensa para a nova história!

Patrick Wilson e Vera Farmiga novamente brilharam nos papéis de Ed e Lorraine Warren e, ao lado de outros atores muito talentosos, tornaram este filme uma obra-prima do terror. Digo que sou super fã deste casal, seja no cinema ou na vida real, sem dúvida que são duas das pessoas mais corajosas que eu já vi. E por isso gostei bastante por eles terem recebido mais atenção neste segundo filme. Claro, no primeiro tiveram grande importância, mas como o mal neste segundo filme tomava maiores proporções e também estava ligado à vida deles, Ed e Lorraine acabaram recebendo um destaque bem maior e assim passamos a conhecê-los melhor. Vemos um pouco de seu dia a dia, de seu relacionamento, como estão sempre ali um para o outro, e até de suas inseguranças e incertezas em relação aos seus trabalhos relacionados ao sobrenatural.

A trilha sonora de Invocação do Mal 2 está simplesmente fantástica! Além das instrumentais que são típicas de filmes deste gênero, ele apresenta uma seleção de músicas famosas que está de arrasar. Apesar de ser um longa de terror, os produtores mesclaram cenas lindas, cheias de amor e sentimento, embaladas pelo som de Elvis Presley e Bee Gees que tocaram bem lá no fundo, com destaque para Can't Help Falling In Love With You, na voz de Patrick Wilson, em uma das melhores cenas do filme. 


Mas vamos ao terror! Primeira coisa a dizer sobre Invocação do Mal 2: se você tem medo dessa temática, não dê uma de corajoso e não assista. Porque é forte. Não é qualquer um que consegue assistir, presenciei a saída de inúmeras pessoas da sala do cinema durante a sessão. Ainda mais repleto de tensão, o diretor James Wan provou mais uma vez que sabe criar filmes de terror de qualidade. As aparições macabras são bem mais frequentes e, por isso, consegue abalar com mais facilidade o psicológico. 

Recordo-me de uma citação que li uma vez em um dos meus livros: "A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe". Esta citação faz muito jus ao filme. Invocação do Mal 2 foi um dos melhores filmes de terror já feitos por retratar a forma como o Diabo aproveita-se de planos ardilosos para nos convencer de que ele não está ali. E é nos enfraquecendo psicologicamente que ele ganha cada vez mais força. Já desde os primeiros momentos do filme, em que somos apresentados à família Hodgson, vemos o tamanho desequilíbrio emocional que paira sobre ela. Isso sem dúvidas foi uma porta aberta para que tal entidade começasse a infestar suas vidas. 

Os cenários também foram muito bem produzidos. Tudo contribuiu para dar aquela aura ainda mais tenebrosa ao filme. Diferente do primeiro longa, cujas atividades se passam em uma casa antiga em um ponto afastado, os acontecimentos de Invocação do Mal 2 são em plena Londres de 1970, no cenário urbano e esse foi um dos maiores contrastes entre os dois filmes, segundo o diretor. 

Os enquadramentos e a forma como a câmera é posicionada durante o filme todo o transformaram em um dos longas mais assustadores, mas que não pode deixar de ser visto pelos amantes do gênero. Um filme fantástico!
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