[Resenha] - A Incendiária - Stephen King

Título original: FIRESTARTER
Tradução: Regiane Winarski
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 450
Formato: 16.20 X 23.80 cm
Peso: 0.788 kg
Acabamento: Capa dura
Lançamento: 06/04/2018
ISBN: 9788556510617
Selo: Suma de Letras

A história se passa nos anos 80, quando Andrew "Andy" McGee era um universitário que estava passando por dificuldades financeiras, até que ele resolve participar de um experimento científico para ganhar um dinheiro extra. O que ele não sabia, era que esse experimento seria aplicado por um homem conhecido como "Doutor Louco", que trabalhava para uma organização chamada "a Oficina". Esse experimento consistia em reunir doze voluntários, onde todos receberiam um líquido injetado em seus corpos, porém, seis deles receberiam apenas água, enquanto os outros seis receberiam uma droga experimental chamada "Lote Seis", mas os resultados eram imprevisíveis na época. Durante o experimento, Andy conheceu uma garota chamada Victoria "Vicky" Tomlinson por quem se apaixonou e futuramente ela se tornou a sua esposa. 



Andy e Vicky faziam parte do grupo de pessoas que receberam o Lote Seis, e consequentemente eles seriam aqueles que mais iriam sofrer com isso. Após receberem a droga, eles perceberam que ambos ganharam diferentes habilidades psíquicas como telecinese e impulsos mentais. Alguns anos depois, o amor de Andy e Vicky gerou um fruto, e assim nasceu a Charlene "Charlie" McGee que curiosamente herdou um pouco de cada um dos poderes dos pais, porém ela ganhou uma habilidade única que seria muito mais forte do que as de seus pais juntos, Charlie conseguia criar chamas com a força do pensamento. Logo, a Oficina vai atrás da família McGee para fazerem experimentos com eles e assim começa o jogo de gato e rato que gera os próximos acontecimentos do livro.


Algumas coisas são maiores do que nós dois, e outras coisas são maiores do que todos nós.

Stephen King é conhecido por muitos como o "Rei do Terror", mas o autor possui algumas obras que não fazem parte desse gênero, um ótimo exemplo disso é este livro de ficção científica: "A Incendiária". Confesso que esse foi o primeiro livro que li deste autor e acho que acabei esperando um pouco demais, pois eu havia ouvido inúmeras pessoas falando muito bem deste autor, isso fica muito evidente ao decorrer do livro, pois mesmo sendo uma livro de ficção científica, nós conseguimos sentir o seu clima de suspense que é sem dúvida, a maior característica do autor.


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O desenvolvimento da protagonista Charlie é algo que me chamou muito a atenção, pois no começo, ela era apenas uma garotinha que dependia de seus pais para viver e que não estava entendendo nada do que estava acontecendo, ela nem sequer entendia muito bem o porquê ela possuía aquelas habilidades, porém ao decorrer da história, fica evidente o crescimento e amadurecimento da personagem. Um ponto negativo que eu achei, foi que a história decidiu focar demais nos personagens principais e eu acabei sentindo falta de mais personagens para nos "apegarmos". Em certo ponto, o livro tenta se aprofundar mais em "John Rainbird", porém, não era exatamente isto que eu estava querendo, tirando o fato de que tiveram alguns personagens que eu achei que mereciam ter aparecido um pouco mais.



O começo do livro é bem dinâmico, pois vemos os McGee fugindo da Oficina de um lugar para o outro e ao mesmo tempo vamos vendo flashbacks (eu adoro isso) que mostram como toda aquela confusão havia começado. Outra coisa que me chamou muita atenção (inclusive, isso é comentado no fim do livro) é a forma como o Stephen King descreve seus personagens, pois eles são cheios de "imperfeições" e detalhes que se tornam muito marcantes e ganham uma importância ainda maior em algumas partes do livro.


Deus ama fazer um homem quebrar sua promessa. Faz com que ele se mantenha humilde quanto a seu lugar no mundo e quanto a seu sentido de autocontrole.

"A Incendiária" é um bom livro, com ótimos protagonistas, mas em alguns pontos ele é um pouco lento demais, o que acaba deixando a leitura um pouco monótona e cansativa, fazendo com que a história demore para desenrolar e os acontecimentos importantes acabam demorando muito para acontecer. Eu esperava que os McGee tivessem um final melhor, pois depois de tudo que eles passaram, o final se desenrolou de uma maneira muito superficial e acho que isso poderia ter sido feito com maior atenção. Mas não se engane, apesar dos momentos lentos, as cenas de suspense são realmente tensas. É importante ler o posfácio do livro também, pois são apresentados alguns fatos muito curiosos que nos fazem refletir e entender o porquê o autor resolveu seguir alguns rumos da história e vimos em quem a protagonista Charlie foi inspirada. 

Portanto, no fim, eu acabei gostando do livro, abriu a minha mente no quesito de "descrever" um personagem ou um local, porém, o ritmo e o estilo de escrita do autor não me agradou muito, talvez isso mude futuramente se eu ler mais algum livro dele, mas por enquanto, a minha nota para esse livro é 7/10.

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