[Resenha] - 172 horas na Lua - Johan Harstad

Editora: Novo Conceito
Lançamento no Brasil: 2015 
Gênero: Ficção Norueguesa
Título Original: 172 hours on the moon
Tradução: Camila Fernandes
Páginas: 282
ISBN: 978-85-8163-709-9

"Todo mundo disse que a viagem à Lua seria a maior oportunidade da vida deles... Mas quem pode realmente saber o que existe lá fora?"

Em 2018, a NASA surpreende a população mundial ao anunciar que pretende refazer a viagem à Lua no ano seguinte e gera ainda mais euforia quando informa que, desta vez, três adolescentes seriam sorteados para passar 172 horas no espaço.

Mia Nomeland é uma garota norueguesa que sonha em ver sua banda de rock se tornando uma das mais conhecidas do mundo. Ela só não sabe como começar a seguir o caminho para que seu sonho se torne realidade.

Midori Yoshida é uma estudante japonesa que quer ir embora do seu país de origem e ter uma vida em Nova York.

Antoine Devereux é um jovem francês que teve seu coração partido quando sua namorada terminou o longo relacionamento que tinham e arranjou um novo namorado.

Os três não possuem nada em comum, a não ser o fato de que todos se candidataram para o sorteio da viagem à Lua. E ganharam. Mia viu a chance de fazer a carreira de sua banda decolar. Midori poderia começar uma vida nova em outro lugar. E Antoine finalmente conseguiria se esquecer da ex-namorada. Tudo parecia perfeito.


Mas o que nenhum deles sabia era que a NASA tinha seus motivos para nunca ter mandado ninguém de volta à Lua. Não demora muito para que coisas estranhas comecem a acontecer na base lunar DARLAH 2. Quedas de energia, sumiços misteriosos dos membros da equipe que se arriscavam a sair do local.

"Não conseguia se livrar do pensamento incômodo de que a visão da noite anterior fora um sinal. Um sinal de que ele deveria ficar longe dos céus. Um sinal de que lá em cima era perigoso." (Antoine)

Logo os três adolescentes percebem que não estão seguros ali e que o que a NASA estava mantendo em segredo poderia ser ainda mais perigoso do que eles haviam imaginado. Impossibilitados de se comunicar com a Terra e pedir ajuda, Mia, Midori e Antoine precisam encontrar um jeito de voltar para casa antes que seja tarde demais. 


"172 na Lua" é um livro que pode ser descrito como intrigante, pois ele é o tipo de obra que tem o poder de deixar o leitor aflito durante todo o desenrolar da estória. Dividido em três partes, ele é escrito nas diferentes perspectivas dos personagens, sendo a personagem Mia quem ganha mais atenção. E isto não é por acaso. 

A narrativa deste livro é muito boa, pois os acontecimentos são tão inesperados que é inevitável o desejo de descobrir logo como tudo se resolveu. Principalmente por que não se sabe o que esperar de tudo o que está acontecendo; o autor conseguiu deixar aquele clima de mistério até o fim e quando você pensa que tudo está bem é que vem a bomba. "172 horas na Lua" é aquele livro que termina de modo que você fecha o livro não acreditando que aquilo pôde acontecer, pois você não conseguiu pensar naquela possibilidade durante sua leitura. Foi um final surpreendente e arrebatador.

Em minha opinião, a explicação sobre os fenômenos misteriosos que assombravam a equipe ficou meio vaga, mas o final do livro serviu para equilibrar a situação.

O livro é repleto de figuras para que o leitor possa se localizar melhor, por assim dizer. Mapas, imagens lunares, cartas e informações espaciais preenchem as páginas desta obra e deixam a aparência do livro ainda mais bonita. Além disso, foi o tipo de livro que me fez pensar que talvez eu nunca mais veja o espaço da mesma maneira. Nos faz refletir sobre o que mais pode haver lá fora que nós não conhecemos e nem temos consciência de que possa existir de verdade. 


13 comentários:

  1. Acabei de ler ler o livro, e estou com medo de dormir... Não percebi o momento em que Mia morre, mesmo depois de ler a carta , e o doppelganger toma,o seu lugar....

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    1. Oi Guilherme! Por favor, cuidado com spoilers no comentário. rs
      Também não identifiquei quando e como aconteceu, mas acho que o objetivo do autor era exatamente esse: não deixar explícito o que realmente aconteceu com ela para causar aquele impacto no fim.

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    2. Valeu pelo spoiler, ia ler o livro, mas agora... Sacanagem.

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  2. Oi.
    SPOILER ABAIXO!
    Eu consegui identificar que tinha sido a Mia doppelganger que tinha ido para a Terra! \o/
    No momento que se diz que a Mia cópia estava ao lado da nave e logo depois aparece 'ela pulou para dentro', pronto! O que é legal é que nessa parte elas estão brigando e não dá para saber quem é 'ela' sendo citada. Fui certeira em adivinhar. Rsrs...
    Fiquei pensando depois: meu Deus, o mundo acabou!!!
    Beijão.

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    1. Fiquei com o mesmo sentimento...ai teve os corpos encontrados???

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    2. Esse livro é muito louco!!! Adorei!

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    3. Muito bom mesmo, Crislane!!! Eu demorei muito tempo pensando em qual parte essa "troca de Mias" tinha acontecido e só recentemente que eu me dei conta de que foi nessa parte mesmo! Mas na hora da briga eu nem pensei que isso pudesse ter acontecido! Foi um choque para mim e eu pensei a mesma coisa que você... O mundo já era! rsrs

      Bjs
      volte sempre!

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    4. Mas entao pq o corpo da mia foi encontrado fora da darlah 2 e nao dentro da darlah 1 que foi onde elas brigaram? E pq o doopleganger ficou tao desesperado pra achar o botao que ligava tudo? Achei as explicacoes e o final bem fracos, esperava mais do livro,

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    5. SIM!!!! Ela morre na Darlah 1 e eh encontrada na 2??? E na hora que estavam conversando com o Coleman na estufa e ligaram a lanterna não perceberam a sombra da Midori invertida? E a carta do irmão da Mia com todo suspense e sem desfecho??? E eu não entendi nada daquele final do trigésimo primeiro andar. Alguém entendeu?
      Muitos paradoxos se for analisar bem.

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    6. SIM!!!! Ela morre na Darlah 1 e eh encontrada na 2??? E na hora que estavam conversando com o Coleman na estufa e ligaram a lanterna não perceberam a sombra da Midori invertida? E a carta do irmão da Mia com todo suspense e sem desfecho??? E eu não entendi nada daquele final do trigésimo primeiro andar. Alguém entendeu?
      Muitos paradoxos se for analisar bem.

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    7. É difícil perceber quando a troca foi feita pq foi erro de tradução! Eu não percebi, quando li o livro, em que momento a troca foi feita; qual foi o momento em que a Mia falsa entra na nave em vez da Mia verdadeira. Isso foi há alguns meses, e hj, não sei pq, pensei no livro e resolvi ler algumas resenhas para ver o que as outras pessoas pensavam sobre ele e acabei me deparando com a sua. Então, peguei meu livro agora há pouco e encontrei a parte a qual vcs se referiram e entendi pq não percebi da primeira vez que li. Foi erro de tradução! Em português, a pessoa que traduziu colocou, em todas as vezes as quais se referiu aos personagens falsos, fossem eles personagens femininos ou masculinos, "O" doppelgänger, e, na cena da troca, está escrito que O doppelgänger aparece ao lado da mia e que ELA entra na nave e a tranca. Ou seja, em português, O ÚNICA personagem ao qual esse trecho pode se referir é à Mia, não ao Doppelgänger. Mas, em inglês, está "The" doppelgänger, que pode se referir a um personagem feminino OU masculino. Ou seja, no "Ela entra na nave", pode estar se referindo tanto à Mia quando ao doppelgänger, pois o doppelgänger pode ser tanto "she" quanto "he" (ela; ele), dando o suspense. Em português, esse suspense não acontece por uma questão de gramática.

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  3. Parece que Mia retornou a Darlh 1, escreveu a carta e terminou como tinha combinado com a Midori, procurou um local pra vislumbrar a Terra antes de morrer...

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  4. Nossa, q final decepcionante, serio, preferia ter parado de ler antes

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