[Resenha] - A rainha vermelha - Victoria Aveyard


 Editora: Seguinte
Lançamento: 2015
Gênero: Ficção Juvenil 
Título Original: Red Queen
Tradução: Cristian Clemente
Páginas: 414
ISBN: 978-85-65765-69-5


Num futuro pós apocalíptico, a sociedade se dividiu entre Prateados e Vermelhos. Prateados são os superiores, possuem poder sobrenatural e fazem parte da elite que escraviza e humilha os Vermelhos. A diferença está na cor do sangue, enquanto todos os de sangue prateados são poderosos, os de sangue vermelho vivem a beira da miséria.  
Mare Barrow é Vermelha, sua vida não seria muito diferente da dos irmãos mais velhos, ela completaria os 18 anos e seria enviada para o exército, onde provavelmente morreria a frente de alguma batalha. Porém, o que Mare não esperava era ir trabalhar no palácio real, perto de todos os Prateados que tanto odeia.
Como se isso já não fosse o suficiente - pelo menos, não morreria lutando - Mare descobre na frente de toda elite prateada que também possui poderes. Mas como é possível uma Vermelha miserável ser dona de tamanho poder? O que será da pobre menina agora que ela mostrou que Vermelhos e Prateados podem ser iguais? 

"Sinto meu coração parar por um segundo.                                     - Quê? Como? O palácio? O palácio de verdade?                           Ele dá um tapinha na insígnia no uniforme. A coroa reluz sob a luz baixa.                                                                                          - Você serve ao rei agora." (Mare)

Em meio a tamanha confusão, conhecemos Cal e Maven, os príncipes de Norta. Um é o oposto do outro e as mesmo tempo que disputam por tudo também são muito amigos e se entendem com um olhar. Cal é o futuro rei, e Maven sempre viveu a sombra do irmão. É uma característica muito forte nele que faz Mare se identificar com o príncipe caçula, pois ela também sempre viveu à sombra da irmã perfeita Gisa. Essa semelhança entre os dois acaba criando uma simpatia de Mare pelo príncipe e também um conflito em seu coração porque ela detesta todos os Prateados e não consegue acreditar que possam ser pessoas boas, já que tratam os Vermelhos como escória.


O livro tem continuação, não sei dizer pra vocês quantos livros tem, mas o final deixa uma grande brecha para o próximo. O primeiro é uma introdução sobre o mundo criado pela autora, mas isso não deixa de lado a ação que o livro traz. Não podemos dizer jamais que é um livro parado. 
Mare é uma mocinha diferente das outras, ela não quer parecer forte sempre, ela sendo medo e confessa isso, nem que seja apenas em sua narração. Ela não se mostra perfeita sempre, ela erra e confessa seus erros. Foi uma das coisas mais interessantes desse livro na minha opinião, o que ele tem de parecido com outras distopias a Mare tem de diferente das protagonistas dessas mesmas histórias. 

"Por mais que eu me esforce, não posso conter um gritinho de surpresa:                                                                                      - Prateada? Princesa?                                                                    Sou traída por meus olhos, que encaram Cal. Uma princesa tem que casar com um príncipe.                                                                  - Você se casará com meu filho Maven e fará isso sem passar nem um milímetro dos limites." (Rei e Mare)

Em segundo plano há uma pequena história de amor, não vou falar com quem. É bem sutil e pode até passar despercebido se você não for lá muito fã de romance. Mas aposto que já deve ter shippers pelas redes sociais. Eu também torço para que no final as coisas se ajeitem entre o casal. 

A Rainha Vermelha é um distopia e, como tal, tem características muito particulares, um governo opressor, uma maioria oprimida que resolve criar a revolução. Uma faísca, alguém que mostra ao povo que ele pode ter o poder. A história é realmente muito boa, nos leva a um mundo que não conhecemos e logo ficamos familiarizados, logo tomamos partido. Porém, não pude deixar de observar muitos pontos parecidos com A seleção, Divergente e Jogos Vorazes. Confesso que teve momentos que ficava muito nítido a referência. Não sei dizer exatamente se isso foi bom ou ruim para a história de Victoria Aveyard.

O próximo livro sai apenas no ano que vem, lógico que vou ler para saber o que acontece nesse mundo. Espero sinceramente que a autora me surpreenda mais que nesse livro. Acredito que valha a pena a leitura sim, mas devemos ir de mente aberta e nem querer comparar o livro com outras distopias. Nos resta aguardar o desfecho na história para saber se A Rainha Vermelha entrará no rol de distopias que já temos atualmente. 

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