[Pottermore] - A Família Potter

Neste último dia 22, o site Pottermore passou por uma reformulação e depois de pronto, nos presenteou com mais um texto exclusivo escrito pela nossa queria J.K.Rowling! O conto de hoje nos mostra um pouco sobre as origens da família Potter! Vamos conferir?

A Família Potter - por J.K. Rowling

A família Potter é uma família bem antiga, mas que nunca esteve (até o nascimento de Harry James Potter) em primeiro plano na história do mundo bruxo, contentando-se com uma existência sólida, confortável e bem sossegada. 

Potter não é um sobrenome trouxa incomum, e a família não participou das “Vinte e Oito Sagradas”* por esta razão; o compilador anônimo dessa lista definitiva de famílias de sangue puro suspeitou que eles tinham surgido a partir do que ele considerava como sendo sangue contaminado. A família de bruxos Potter teve começos ilustres, alguns citados em Relíquias da Morte.

No mundo trouxa, Potter é um sobrenome ocupacional, significando um homem que cria artefatos de cerâmica. A família de bruxos Potter descende de um bruxo do século XII, Linfred de Stinchcombe, um homem localmente amado e excêntrico, cujo apelido “Potterer” foi transformado com o tempo em “Potter”. Linfred era um sujeito vago e distraído que os vizinhos trouxas muitas vezes chamavam por seus serviços medicinais. Nenhum deles havia percebido que as curas maravilhosas de Linfred para varíola e febre eram mágicas; todos acreditavam que ele era um velho inofensivo e amável, perdendo tempo pelo seu jardim com todas as suas plantas engraçadas. Sua reputação como um excêntrico bem-intencionado funcionou bem, e por trás de portas fechadas ele foi capaz de continuar uma série de experimentos que lançou as bases da fortuna da família Potter. Historiadores colocam Linfred como sendo o criador de uma série de remédios que evoluíram para poções que ainda são usadas até hoje, incluindo a Esquelecresce e a poção Pepperup. Foi a sua venda de tais curas para bruxos e bruxas que lhe permitiu deixar uma quantidade significativa de ouro para cada um dos seus sete filhos após sua morte.

Hardwin, o filho mais velho de Linfred, casou-se com uma bela jovem bruxa chamada Iolanthe Peverell, que veio de Godric’s Hollow. Ela era a neta de Ignotus Peverell. Na ausência de herdeiros do sexo masculino, ela, a mais velha de sua geração, havia herdado a capa da invisibilidade do avô. Iolanthe explicou a Hardwin, era uma tradição em sua família que a posse desta capa permanecesse em segredo, e seu novo marido respeitou seus desejos. Daí em diante, a capa passou a ser entregue ao mais velho de cada nova geração.

Os Potter continuaram a casar com seus vizinhos, ocasionalmente trouxas, e a viver no oeste da Inglaterra por várias gerações, cada uma adicionando aos cofres da família os frutos de seus trabalhos duros e, deve-se dizer, pela marca tranquila da ingenuidade que caracterizava seu antecessor, Linfred.

Ocasionalmente, um Potter fez todo um caminho até Londres e um membro da família sentou-se duas vezes na Suprema Corte: Ralston Potter, um membro de 1612-1652, que foi um grande apoiador do Estatuto de Sigilo (em oposição a declarar guerra contra os trouxas, como os membros militantes pretendiam fazer) e Henry Potter (Harry para os mais íntimos), que era um descendente direto de Hardwin e Iolanthe e que serviu na Suprema Corte de 1913-1921. Henry causou um pequeno rebuliço quando condenou publicamente o ex-ministro da magia, Archer Evermonde, que havia proibido a comunidade mágica de ajudar os trouxas, travando a Primeira Guerra Mundial. Sua franqueza sobre o nome da comunidade trouxa também foi um fator contribuinte muito forte na exclusão da família da lista das “Vinte e Oito Sagradas”.

O filho de Henry recebeu o nome de Fleamont Potter. Fleamont era chamado assim porque o último desejo de sua mãe no leito de morte era que Henry perpetuasse seu nome de solteira. Ele carregou o fardo muito bem; na verdade, ele sempre atribuiu sua destreza nos duelos com o número de vezes em que teve de lutar contra pessoas em Hogwarts por causa de divertimentos com o seu nome. Foi Fleamont que pegou o dinheiro da família e o quadruplicou quando criou a uma poção mágica para deixar o cabelo mais lustroso. Ele vendeu a empresa com um grande lucro quando se aposentou, mas nenhuma quantidade de riqueza poderia compensá-lo ou à sua esposa Euphemia por sua esterilidade. Eles tinham muita esperança em ter um filho ou filha quando, para seu choque e surpresa, Euphemia descobriu que estava grávida e seu pequeno menino, James (Thiago), nasceu.

Fleamont e Euphemia viveram tempo suficiente para ver James (Thiago) se casar com uma garota nascida trouxa chamada Lilly (Lilian) Evans, mas não para satisfazer o seu neto, Harry. Uma Varíola de Dragão os levou com poucos dias de diferença entre um e outro, devido à suas idades avançadas, e James Potter então herdou a Capa da Invisibilidade de Ignotus Peverell. 


* Vinte e Oito Sagradas: de acordo com o autor do Diretório Sangue-Puro, eram as vinte e oito famílias britânicas consideradas como "verdadeiramente sangue-puro" até o ano de 1930.

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4 comentários:

  1. Muito interessante! É bom ver que a autora ainda está preocupada em explicar e expandir o universo, e nos faz "sonhar" com uma continuação no futuro. Agora, um detalhe tenho de comentar... A susposta esterelidade do Fleamont e a surpreendente gravidez da Euphemia dão pano pra manga (principalmente pela forma como isso foi colocado, a meu ver, propositalmente)! Será que Thiago, na realidade, não era um Potter? Hum...

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    1. Não,a jK disse numa entrevista que os avós do Harry morreram pra que ele fosse realmente só no mundo,por isso eles tiveram o Tiago ja em idade avançada (vários casais só conseguem engravidar depois de muito tempo).

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  2. Nossa, antes de ler isso eu tinha certeza que os avós do Harry eram Charlus e Dórea

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  3. Nossa, antes de ler isso eu tinha certeza que os avós do Harry eram Charlus e Dórea

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