[Resenha] Sol e Tormenta - Leigh Bardugo

Sub-título : A escuridão nunca morre
Gênero : Fantasia
Editora : Gutenberg
Lançamento : 2014
Número de páginas : 368
ISBN : 978-85-82351-146-8

ATENÇÃO LEITOR! ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DE SOMBRA E OSSOS, PRIMEIRO LIVRO DA TRILOGIA GRISHA!

Sol e Tormenta é o segundo livro da trilogia Grisha. Após escaparem da Dobra das Sombras ou o Não Mar, nome dado pela população de Rakva, Alina e Maly se abrigam em Cofton, após uma boa viagem pelo Mar Real. Eles acabam se misturando ao povo desse lugar, mas vivem sempre a espreita, pois o Darkling deve estar os caçando. A história continua sendo narrado por Alina, e ela nos conta seus pesadelos após o incidente na Dobra : o descobrimento de que o Darkling a seduziu, ganhou sua confiança e colocou o amplificador feito com o Cervo de Morozova nela apenas para controlar seu poder. Obrigando ela a adentrar ao Não Mar com um exército, usando sua luz para segurança dos tripulantes, e com intenção de expandir a Dobra até o território de quem se opor a ele. Mas numa reviravolta incrível, ela consegue retomar o controle de seu poder, e abandona a todos a mercê dos Volcras, e foge com Maly. Contudo chegam a Alina rumores vindos de Ravka que o Darkling sobreviveu com alguns Grishas do seu grupo e que adquiriu um novo poder esmagador. Por isso, ela e Maly estão sempre alerta; após alguns meses eles estão um pouco mais aliviados, porém em um final de tarde, ao voltarem a pousada em que estão hospedados, o Darkling os captura. Alina comprova que os rumores de um novo poder dele são reais, pois agora ele consegue dar vida à criaturas feitas de escuridão quase indestrutíveis, que somente ela pode derrotar, mas que requer muito poder dela, o que causou a captura dela e de Maly.  


“Eu sabia que ele era um mentiroso experiente. Ele podia fingir qualquer emoção, jogar com qualquer falha humana. Mas eu não podia negar o que havia sentido em Novyi Zem, nem a verdade que o Darkling tinha me mostrado: minha própria tristeza, minha própria longevidade, refletida para mim em seus olhos cinza sem vida.”

Presos em um barco baleeiro, Alina e Maly percebem que em vez de estarem voltando a Ravka, o Darkling, que contratou um corsário (um tipo de pirata) mercenário para o ajudar, estão navegando em direção ao Norte. O porquê disso, choca Alina, pois ela descobre que o Darkling pretende caçar mais um amplificador de Morozova e o usar para ter mais controle sobre ela. Isso vai contra tudo que Alina estudou, um Grisha só pode ter um amplificador, mas ela descobre então que Morozova foi um dos Grishas mais poderosos da História, e que ele havia criado a teoria de juntar três amplificadores para que um poder infinito fosse desencadeado por quem os usasse. Com Maly rastreando o segundo animal, em uma semana ele é encontrado, e uma grande reviravolta acontece. O capitão mercenário salva Alina e Maly das garras do Darkling com o segundo amplificador. Eles são obrigados a voltar a Rakva, e descobrem que seu salvador é o Príncipe caçula Nikolay Lantsov. Ele planeja conquistar o trono de Rakva juntamente com Alina, e se revela um cara extremamente inteligente. Mas eles sabem que precisarão derrotar o Darkling para isso. Nikolay traça várias estratégias que possibilitem sua ascensão ao trono, e ajuda a Alina a moldar um caráter de líder, já que ela planeja reunir o que sobrou do Segundo Exército de Grishas e os treinar para a batalha contra o Darkling. Inevitavelmente uma atração irresistível nasce entre eles, e Maly se afasta de Alina. Posso dizer tranquilamente que depois desse ponto o livro fica impossível de largar, e vou parar por aqui para não contar um spoiler imperdoável.




"O que é infinito? O universo, e a ambição do homem."
 Nesse segundo livro, Leigh Bardugo nos brinda com uma evolução primorosa em relação ao primeiro. Os personagens principais têm um amadurecimento notável e nossa protagonista se revela cativante, poderosa, segura, questionadora. E quanto a Nikolay, que personagem FANTÁSTICO! Astuto, engraçado, elegante, os melhores diálogos do livro partem ou tem participação dele. Com certeza ele entrou para o meu rol de personagens favoritos, e Leigh Bardugo para o de autores preferidos. O Darkling continua sendo digno de admiração mesmo se revelando um ser cruel sem precedentes. Toda a mística, os reinos, os Grishas, os amplificadores, enfim todo o cenário criado pela autora nos arrebata de uma forma indescritível, é preciso ler para compreender esse sentimento. Imediatamente após o término desse exemplar, comecei a ler o terceiro e último livro da trilogia, e a expectativa é que feche com louvor toda essa maravilhosa narrativa. É claro que trarei a resenha desse último livro para vocês também... até a próxima pessoal.

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