[Pottermore] - Segundo Conto: Do Século 17 em diante


Olá, fãs de Harry Potter!
Viemos alegremente anunciar  que o segundo conto desta semana da J.K. Rowling já está no Pottermore!! E como já é conhecimento de vocês, nós o  trouxemos completamente traduzido aqui para que possam ler! 
Caso queira ler o primeiro conto, clique aqui!
Prontos para mais um? Então confira abaixo:

créditos da imagem: Pottermore

Segundo Conto: Do século 17 em diante

Como nenhum No-Maj começou a emigrar para o Novo Mundo, mais bruxos e bruxas de origem européia vieram a se fixar nos Estados Unidos. Assim como os No-Maj, eles tinham uma variedade de razões para deixar seus países de origem. Alguns foram impulsionados por seus sensos de aventura, mas a maioria estava fugindo: por serem perseguidos por No-Majs, às vezes fugindo de um colega bruxo, ou também de autoridades bruxas. Estes queriam misturar-se com a crescente população de No-Majs ou se esconderem entre a população mágica nativo americana, que foram bem receptivas e protetoras em relação aos seus irmãos europeus. 

Desde o início, no entanto, ficou claro que o Novo Mundo era um ambiente mais duro para os bruxos e bruxas do que o Velho Mundo. E existiam três razões para isso.

Em primeiro lugar, assim como os No-Majs, eles haviam vindo para um país com pouca comodidade, exceto as que fizeram para si mesmos. Em seu país de origem, eles só precisavam visitar o farmacêutico local para conseguir os ingredientes para suas poções. No novo país, eles tiveram que procurar e devastar plantas mágicas desconhecidas. Não haviam pontos de fabricação de varinhas estabelecidos, e a Escola de Magia e Bruxaria Ilvermorny, que um dia foi um dos maiores lugares mágicos do mundo, era naquele tempo nada mais do que um barraco contendo dois professores e dois alunos.

Em segundo lugar, as ações de seus companheiros No-Majs fez a população sem magia da terra natal desses bruxos ficar mais amigável. Haviam conflitos entre os imigrantes e os nativos americanos, que deram um golpe na unidade da comunidade mágica, e suas crenças religiosas os fizeram completamente intolerantes à qualquer traço de magia. Os Puritanos estavam felizes em acusar uns aos outros por atividades ocultas com qualquer evidência que fosse, e as bruxas e bruxos do Novo Mundo tinham razão em serem extremamente cuidadosos com eles.

A última, e talvez a maior ameaça encontrada pelos bruxos ao chegarem na América do Norte foram os "Polidores". Como a comunidade bruxa na América do Norte era pequena, dispersa e secreta, ainda não haviam mecanismos de aplicação de leis próprias. Isso deixou um vácuo que foi preenchido por um escrupuloso grupo de bruxos mercenários de várias nacionalidades estrangeiras, que formaram uma força tarefa brutal e temível empenhada em caçar não apenas criminosos conhecidos, mas qualquer um que pudesse valer um pouco de ouro. Conforme o tempo passava, os "Polidores" tornaram-se incrivelmente corruptos. Longe da jurisdição de seus governos mágicos nativos, muitos entregaram um amor sob autoridade e crueldade injustificada dessas missões. Tais "Polidores" se divertiam com o derramamento de sangue e a tortura, e foram mais longe com o tráfico de outros bruxos. Os números de "Polidores" multiplicou em toda a América no final do século 17 e há evidências de que eles estavam usando No-Majs inocentes como mágicos, para coletar recompensas de crédulos membros não-mágicos da comunidade.

Os famosos julgamentos das bruxas de Salem de 1692-1693 foram uma tragédia para a comunidade bruxa. Historiadores bruxos concordam que, entre os chamados juízes puritanos, haviam pelo menos dois "Polidores" conhecidos. Uma certa quantidade de mortos eram realmente bruxos, ainda que totalmente inocentes em relação aos crimes pelos quais haviam sido presos. Outros eram meramente No-Majs que tiveram a infelicidade de serem apanhados em meio à histeria geral e à sede de sangue.

Salem foi muito significante dentro da comunidade mágica por razões que iam muito além da trágica perda de vidas. Seu efeito imediato causou a fuga de muitos bruxos e bruxas da América, e muitos foram contra se instalar ali. Isto causou variações interessantes na população mágica da América do Norte em comparação com as populações na Europa, Ásia e África. Até as primeiras décadas do século 20, houve menor número de bruxos e bruxas na população americana em geral do que nos outros continentes. Famílias de sangue-puro,que estavam bem informadas através dos jornais bruxos sobre as ações dos Puritanos e dos "Polidores", raramente partiam para a América. Isto significava uma porcentagem muito maior de bruxos nascidos trouxas no Novo Mundo do que em qualquer outro lugar. Embora esses bruxos e bruxas se casassem e criassem suas próprias famílias inteiramente mágicas, a ideologia puro-sangue que veio constituindo grande parte da História mágica da Europa estava ganhando menos impacto na América.

Talvez o efeito mais significativo de Salem tenha sido a criação do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América em 1693, pré-datando a versão No-Maj por cerca de um século. Conhecido por todos os bruxos americanos como MACUSA (comumente pronunciado como: mah - cooz - ah), foi a primeira vez que a comunidade bruxa americana se uniu para criar suas leis, estabelecendo efetivamente um "mundo mágico dentro de um mundo não mágico", como já existia em outros países. A primeira tarefa da MACUSA foi colocar em julgamento os "Polidores" que tinham traído sua própria espécie. Os condenados por assassinato, por tráfico de bruxos, tortura e todas as outras formas de crueldade foram executados por seus crimes.

Vários dos mais notórios "Polidores" iludiram a justiça. Com mandados internacionais de prisão, eles desapareceram permanentemente na comunidade No-Maj. Alguns deles casaram-se com No-Majs e criaram famílias onde as crianças mágicas pareciam ter sido transformadas em não-mágicas, para a segurança dos "Polidores". Os "Polidores" vingativos, expulsos de seu povo, transmitiam aos seus descendentes uma convicção absoluta de que a magia era real e que bruxos e bruxas deveriam ser exterminados onde quer que fossem encontrados.

A mágica historiadora americana Theophilus Abbot identificou várias dessas famílias, cada uma com uma profunda crença na magia e um grande ódio por ela. Por ser em parte devido às crenças anti-magia e atividades dos descendentes dos "Polidores", os No-Majs americanos muitas vezes pareciam difíceis de enganar em relação à magia do que muitas outras populações. Isto teve profundas repercussões sobre o modo como a comunidade bruxa americana passou a ser governada. 

Traduzido por: Marina

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E aí, pessoal?
Mais um conto disponibilizado, mais um conto traduzido. O que acharam do segundo? 
Me perdoem se houver algo errado com a tradução, afinal este texto é bem mais complexo que o primeiro.
Beijinhos!

Para conferir o conto original em inglês, clique aqui!

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