[Crítica] - Procurando Dory


Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane
Título original: Finding Dory
Duração: 1h35m
Gênero: Animação
Classificação: Livre

Mais de uma década após o lançamento de Procurando Nemo nos cinemas, muitas pessoas - cujo primeiro filme fez parte da infância - puderam finalmente sentir aquele gostinho especial e a felicidade de rever muitos personagens queridos. 

Um ano após os acontecimentos do primeiro longa, Dory agora vive com Nemo e Marlin, mas ainda sente que falta algo em sua vida, algo que ela não consegue se lembrar. Até que, quando questionada sobre suas origens, Dory acaba por se lembrar de seus pais, mas não se recorda do que aconteceu com eles nem porque eles se separaram - e decide que irá reencontrá-los. Com a ajuda de Nemo e Marlin, ela parte em sua busca e acaba indo parar acidentalmente em um Instituto de Vida Marinha, onde ela faz novos amigos, reencontra antigos e descobre que pode estar mais perto de descobrir sobre seu passado do que imaginava!

"Minha família! Eles estão em algum lugar. Eu tenho que encontrá-los."

Um fato sobre mim: amo filmes de animação. Mas há muito já não colocava meus pés em uma sala de cinema para assisti-los e havia me esquecido da sensação maravilhosa que é voltar a ser criança e se encantar com um mundo de cores e magia que somente os filmes da Disney conseguem nos proporcionar. Procurando Nemo estreou nos cinemas há treze anos e fiquei muito satisfeita ao perceber que, mesmo após tanto tempo, a qualidade de mais este trabalho ficou impecável. Alguns filmes acabam por apresentar em suas continuações uma diferença um tanto quanto gritante entre os personagens do primeiro para o segundo, e o fato de isso não acontecer em Procurando Dory foi muito bom - não quebrou o encanto da história.


O foco agora, porém - e como é mais do que óbvio - é a tão querida e eternamente divertida peixinha Dory em sua busca pelo oceano para descobrir o que aconteceu com seus pais, há muito desaparecidos. O filme começa no passado, durante a infância de Dory - que arrancou incontáveis suspiros da plateia tamanha sua fofura - enquanto os seus pais trabalhavam duro para cuidar dela e fazê-la se lembrar das coisas. Quando Dory se vê sozinha, ela começa a procurar por eles, mas ninguém consegue ajudá-la e o inevitável acontece - ela se esquece dos pais.

Em seguida, somos mandados de volta ao ano de 2003 e há uma pequena reprise de algumas cenas do primeiro filme, para conseguirmos nos situar melhor na história e entendermos exatamente o ponto de início da nova aventura. Quando Dory se lembra de seus pais, ela pede ajuda à Nemo e Marlin para cruzar o oceano até a Califórnia. Ao longo do caminho, podemos rever vários outros personagens queridos, como o Tio Raia e a tartaruga Crush com seu filhote viajando pelas correntes oceânicas. E durante toda a viagem, Dory vai se lembrando de lugares que já viu alguma vez na vida.

Mas a maior questão que rodeava a mente de todo mundo: Dory iria ou não encontrar seus pais? E o que ela faria depois? Ficaria com eles, ou continuaria a viver com Nemo e Marlin, que durante todo este tempo, acabaram se tornando sua família? 

E com estas perguntas, posso dizer que mais uma vez a Disney Pixar se mostrou fantástica, criando mais uma história cheia de sentimentos, de amor e superação, de esperança, de amizade, além de se aprofundar na questão do problema de memória da Dory - coisa que as crianças não conseguem ver e entender da mesma forma que um adulto. O filme retrata também como a convivência com ela não é algo fácil, mas o sentimento de amor de seus pais e amigos faz com que este seja um mero detalhe - pois apesar de sua falta de memória causar problemas de vez em quando, ela é especial do jeitinho que é, é muito amada por isso. E essa é a beleza do filme. 

Assim como antigos personagens, também conhecemos muita "gente" nova, como a melhor amiga de infância da Dory, a tubarão-baleia Destiny - que conversa baleiês com ela no filme - e o polvo Hank, que ao lado da protagonista, ganha muito espaço sob os holofotes, tornando-se um personagem muito querido. Além deles, há inúmeros outros novos animais marinhos que nos fizeram soltar muitas risadas gostosas, assim como lágrimas de emoção em vários momentos. 



Apesar de eu ter achado que certas partes e diálogos foram desnecessários para o desenvolvimento da história, Procurando Dory também é repleto de conversas emocionantes que envolvem família, amizade, amor e as difíceis decisões que precisamos tomar na vida. Um filme para os pequenos, mas para adultos também, que apesar de não ser melhor que o primeiro, aquece nossos corações e facilmente consegue nos fazer apaixonar. 

12 comentários:

  1. Oi oi,

    eu também amo animações e não resisti e fui ver o filme nos cinemas! O primeiro é melhor, mas esse é muito divertido e super emocionante, além de trazer boas lições sobre como devemos ter paciência com as dificuldades e diferenças de cada um!

    Beijos!
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  2. Oi Ana Luiza!
    Também achei o primeiro melhor, mas este segundo não acabou ficando sem graça em relação ao primeiro como muitos outros acabam ficando. Achei um filme bem sensível mesmo e não é qualquer criança que consegue captar a verdadeira mensagem que ele quer passar.
    Como todos os filmes da Pixar, eu amei!
    Beijo

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  3. Oi,

    Quero assistir haha Paece ser um bom filme, ainda mais para quem esperou a vida inteira para a continuação!

    http://blogmichaelvasconcelos.blogspot.com.br/?m=1

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    1. Oi Michael!
      O filme é uma graça, se você gosta de animações (principalmente as da Pixar que são fantásticas), vai amá-lo. Eu esperei 13 anos por ele como muita gente e foi bem mais emocionante do que se o tempo entre eles fosse mais curto.
      Bjs

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  4. Oi Marina,
    Entrei no cinema com altas expectativas, afinal, eu amo a Dory. Mas consegui sair ainda mais encantada pela personagem. Chorei sim, sorri demais e foi uma experiencia incrível. Um filme fofo demais!
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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    1. Oi Alessandra!
      Ela é um amor, não é mesmo? Não tem como não amá-la mais ainda neste novo filme! E as cenas dela pequenininha, derrete até os corações mais duros! haha
      A Pixar, como sempre, arrasando em seus filmes.
      Beijos!
      Volte sempre!

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  5. Oi, Marina.
    Que chato ter diálogos desnecessários.
    A verdade é que a Disney não anda surpreendendo ultimamente, apenas encantando quem gosta de animação (e eu também gosto muito rs).

    Beijos
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    1. Oi Naty!
      Então, senti isso quando vi pela primeira vez! Tenho uma conhecida que está doida para ir ver, talvez eu vá com ela para ver se sinto isso novamente.
      Mas nada que tenha tirado o encanto do filme. Também concordo que alguns dos recentes filmes não conquistaram tanto, mas quanto aos filmes da Disney PIXAR, nunca tive do que reclamar! Aliás, meus preferidos são todos deste estúdio. Eles arrasam!
      Beijos

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  6. Olá Marina!
    Quero muito ver. Fiquei feliz em saber que o Tio Raia aparece huahua
    Bjs

    EntreLinhas Fantásticas

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    1. Oi Thalita!!! Assista sim, é muito fofo!
      Tio Raia aparece! Só um pouquinho, mas aparece, e continua daquele mesmo jeitinho divertido rsrsrsrs
      Beijos

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  7. Oi, Marina!
    Eu achei esse filme muito lindo também, como você disse, eles conseguiram trazer muito sentimento pra história, e isso sempre me toca muito...
    Claro que como bióloga, muitas partes meio que me fizeram revirar na cadeira hahaha tipo o tubarão baleia (que é um tubarão MESMO), falar baleiês, assim eles meio que colocaram o animal como baleia hahaha mas fiquei feliz com alguns conhecimentos que eles tentaram botar no filme também, acho super legal quem assistir saber que existe essa parte de ecolocalização, por exemplo (apesar do que o que é mostrado no filme é um exagero total hahaha)... Mas, a gente sabe o quanto é difícil passar coisas assim pro público do filme, então tudo bem. No final eu fiquei bem contente com o filme, achei lindíssimo e bem engraçado, um amor!
    Beijoss
    www.vidaemmarte.com.br

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    1. Oi Kath!
      Sou suspeita pra falar pois amo quase todos os filmes de animação que assisto!
      Haha entendo esse seu lado, dá um desespero quando vemos algo relacionado à nossa área de atuação sendo descrito errado, né? Vi muitas coisas que me fizeram pensar se não eram exagero do filme mesmo, mas gosto que eles também fizeram muitas coisas bem próximas do real!
      Achei um filme muito fofo, também!
      Beijos

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