[Resenha] - A Filha do Norte 2 - Luisa Soresini



Editora: Arwen
Lançamento: 2017
Literatura nacional
Páginas: 519
ISBN: 978-85-68255-98-8

Obs.: Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro. Para ler a resenha do mesmo, clique aqui.

A história de A Filha do Norte 02 inicia-se exatamente no mesmo ponto em que o primeiro livro terminou. Danton retornou de sua misteriosa viagem mais poderoso do que antes e com o plano de eliminar Michelle o mais rápido possível. Contudo, o líder dos Vergamini surpreende-se ao ver o quanto as coisas fugiram de seu controle e agora seus seis irmãos estão mais unidos do que nunca em prol de um único objetivo: proteger Michelle dele. Danton não aceita estar perdendo o controle da situação e inicia uma briga terrível com os demais, que resulta em uma Michelle cheia de coragem o suficiente para confrontá-lo em defesa dos outros - mais uma vez.

Perante tal situação, Danton começa a mudar seus planos. Aproveitando-se de um momento em que Michelle se encontra vulnerável, ele cria um elo empático entre eles para poder manipular a garota – assim ela faria tudo o que ele quisesse. Porém, o elo que entre eles é criado não faz com que Michelle seja controlada, mas com que Danton passe a sentir e ouvir tudo o que se passa na mente de Michelle – e vice versa – e a refletir o que acontece com ela. Se Michelle se machuca, ele se machuca também. Cientes disso, os demais Vergaminis veem a oportunidade de unir "o útil ao agradável", pois agora que Danton não pode mais matar Michelle, ela pode continuar vivendo com eles. Porém, a vida de Michelle não está tão perfeita assim, e a hora de enfrentar seus maiores medos pode estar cada vez mais próxima.

[...] Você não entende!"                                                                         "Não, eu não entendo. Nunca entendi você. Nem quando nossas almas estavam completamente unidas, eu não entendi você.



Como se começar uma resenha de um livro tão complexo e apaixonante, cujas palavras que saem nunca parecem ser suficientes para tamanho amor e encantamento que você guardou dentro do peito? Como descrever em tão pouco espaço tudo o que se tem para dizer? É fato que, quanto mais você se encanta por um livro, quanto mais ele é bom aos seus olhos, mais difícil é escrever a sua resenha, pois é o tipo de estória que você quer que o mundo conheça e para isso não aceita nada menor do que a perfeição no seu texto – que, aliás, foi o que o/a autor/a alcançou com a sua obra: a perfeição.

Este segundo livro diverge muito do primeiro em vários aspectos. É fascinante de ver a evolução dos personagens de um para o outro, o quanto amadureceram ao longo da história e como continuam evoluindo cada vez mais, seja em relação aos sentimentos, aos seus poderes, ao mundo e a si mesmos.

O desenvolvimento deste volume dois foi excelente aos meus olhos. Para o desfecho, iremos conhecer a história de vida de personagens profundos e intensos demais que necessitariam de mais tempo para si, para poderem ser bem apresentados ao leitor, por assim dizer. Se o primeiro abrangeu os irmãos Vergamini – em sua maioria – mostrando como cada um foi aos poucos mudando seu jeito de ser, agir e pensar pela presença da protagonista, o segundo livro traz um enfoque bem maior na vida da própria Michelle, para finalmente sabermos o que de tão horrível assombra todo o seu passado, e também na vida do Danton, o que eu achei uma excelente sacada da autora para que a gente possa compreendê-lo melhor, visto que sua alma e sua mente complexa demais exigem muito mais atenção.

A trama de A Filha do Norte é muito bem escrita e desenvolvida desde suas primeiras linhas e abrange situações que acabaram sendo exclusivas deste livro, nunca vi nada parecido em toda minha vida de leitora. Não é só uma história que te prende, tem muito mais por trás de cada página. Tem sentimento. Tem força para tocar bem lá no fundo da alma e encantar – algo que eu acho muito difícil de encontrar, não é todo livro que comove e mexe com o leitor dessa forma. A autora passa longe de tudo o que a gente já conhece ou leu em outras obras e a chance de qualquer hipótese que você, leitor, tenha criado não aconteça é bem grande. O que, na minha opinião, dá um charme enorme ao livro. Por isso é que a duologia d'A Filha do Norte tornou-se uma das minhas preferidas, daquelas que você quer e indica para todas as pessoas que te pedem ajuda para escolher algum livro bom e tocante. A prova de que nacionais são tão especiais quanto os estrangeiros e que têm um poder enorme para encantar qualquer leitor. 

2 comentários:

  1. AIII A RESENHA MAIS LINDA DO MUNDO <3 ADOREI! <3 QUERO MAIS! TO EMOCIONADA!

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    1. Owwwwn eu que me emociono por você ter gostado tanto dela assim <3

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