[Resenha] - A Rainha de Tearling #1 - Erika Johansen

Título original : The Queen of the Tearling
Editora : Companhia das Letras

Selo : Suma de Letras
Gênero : Jovem Adulto / Fantasia / Distopia
Lançamento : Fevereiro de 2017
Número de Páginas : 352
Tradução : Cássio de Arantes Leite
ISBN : 9788556510280


foto de arquivo pessoal
Olá galera! Como vocês estão? Saudades de trazer resenhas para vocês! Passei um tempinho sem escrever por aqui, mas espero que agora eu volte com tudo! Bem, hoje trago então a resenha desse livro, o qual vocês já podem ter ouvido a respeito. "A Rainha de Tearling", tem uma premissa muito instigante. Em um futuro pós - apocalíptico, temos dois reinos principais : o Tearling (maior em extensão territorial), uma monarquia que se caracteriza por ser regida pela mesma família, principalmente mulheres; Mortmesne (rival histórico do Tearling), um reino que era governado por regentes bondosos, mas que foi tomado por uma feiticeira poderosa, que se autointitulou a Rainha Vermelha. O Tearling se caracteriza por ser um reino que preza muito por sua história, a preservando de uma forma muito dedicada. Todas as rainhas do Tearling tem uma característica em comum, além de ser da mesma família : todas só governam se estiverem em posse da Safira Tear, uma jóia, transformada em colar, poderosíssima magicamente, que se relaciona com sua possuidora como uma "conselheira telepática". Contudo o reino vive oprimido pela Rainha Vermelha, que o invadiu uma vez no passado, e para que deixasse o reino, a Rainha Elissa firmou um acordo que subjuga os próprios cidadãos. Entretanto a Rainha Elissa vem a falecer, e deixa uma herdeira. Logo muitos passam a procurar tal herdeira para se apossar da safira Tear. Mas a Rainha foi inteligente, e deixou a filha Kelsea sob os cuidados de um casal de confiança, que deveria educar a menina para que ela, ao completar dezenove anos pudesse assumir o trono. Kelsea cresceu na floresta, e foi educada por um casal de nobres, que a ensinou muito, mas não revelou quase nada sobre sua mãe e como ela governava. No seu décimo novo aniversário, a Guarda da Rainha (cavalaria responsável pela segurança pessoal da rainha), a busca no chalé onde viveu para a conduzir até a Fortaleza na capital, para que ela seja coroada.

"A grande responsabilidade que herdará, bastante problemática no mundo das Ideias, agora parecia intransponível. Mas claro que ela já sabia que o caminho seria árduo."


A viagem até a capital se mostra já um grande desafio. O reino foi governado pelo tio de Kelsea durante os dezenove anos que ela ficou escondida. Ele é conhecido por ser um grande hedonista, ou seja, que pensa apenas no seu prazer individual. Ele é aliado da Rainha Vermelha, e contratou mercenários famosos para assinar Kelsea. Durante a viagem Kelsea começa a conhecer seus guardas, e a entender a motivação de cada um em servir. Será necessário conquistar a confiança e lealdade deles para que ela consiga estabelecer seu reinado. Numa emboscada realizada próximo a capital, Kelsea e Lazarus ( conhecido como Clava, um dos guardas) são salvos por um famoso guerreiro, que causa muitos problemas para o governo do tio de Kelsea. Ele testa Kelsea de várias formas, alegando que o reino precisa de uma verdadeira rainha, e a deixa partir. Ao chegar a capital, ela conhece a opressão que o povo enfrenta. Conhece o terrível acordo com Mortmesne, e o governo nojento que seu tio emprega. Tomada por indignação, ela assume o trono (mesmo que alguns atentados a sua vida sejam realizados!) e começa uma revolução total. Logo o povo a aclama como uma verdadeira líder, contudo seus atos terão consequências graves. A guerra contra Mortmesne é inevitável. Como se já não bastasse ela enfrenta também a ameaça de nobres tear que lucravam com o acordo que existia com Mortmesne.

foto de arquivo pessoal

"Esperei muito tempo por você, rainha tear. Mais do que pode imaginar."

Galera o que mais gostei nesse primeiro livro (será uma trilogia!), com certeza foram os personagens. A autora soube criar suas personalidades muito bem. Personagens cativantes, misteriosos, dedicados, inescrupulosos, tem de tudo! E a protagonista é a melhor de todas. Kelsea tem suas inseguranças e dúvidas, mas ela age! E como age! Forte, decidida, com um senso de justiça extraordinário, ela não poupa palavras nem esforços em colocar em prática aquilo que julga necessário. Apesar disso, avalio esse livro como bom. A autora poderia ter explorado mais sobre a magia, mais sobre a Rainha Vermelha e como ela acendeu ao poder. Entendo que esse primeiro livro seja introdutório, mas para mim foi introdutório demais. Algumas cenas são excessivas descritivas, e os diálogos são no meu ver, um pouco forçados. Mas isso não tira o brilho de algumas cenas memoráveis! O livro tinha tudo para ser melhor, e não foi. Mesmo assim, vale a pena acompanhar essa história. O segundo livro promete muito mais ação, com batalhas que devem ser no mínimo interessantes; ainda mais pelo ponto de vista da magia. Alguns outros personagens merecem destaque, como Clava, capitão da Guarda de Kelsea, e Penn, guarda costa pessoal de Kelsea. Espero ver a Rainha Vermelha espalhando poder e morte por onde passar. Acredito que a história evoluirá muito! 


foto de arquivo pessoal! Detalhe pro lindo colar enviado
pela editora!
Em resumo é um bom livro, que tem tudo para ser excelente na sua continuação. Vale citar, que os direitos cinematográficos já foram adquiridos, e ninguém menos que Emma Watson interpretará Kelsea nas telonas! E devo admitir que não tem atriz melhor para desempenhar o papel de uma rainha forte, destemida e decidida como Kelsea! Aguardemos cenas dos próximos capítulos! Abraços pessoal... 

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