[Resenha] - A Traidora do Trono #2 - Alwyn Hamilton

Título original: Traitor to the Throne
Editora : Seguinte
Gênero : Literatura juvenil / Ficção / Fantasia
Lançamento : 24/03/2017
Número de Páginas : 440
Tradução : Eric Novello
ISBN : 9788555340291


foto de arquivo pessoal
ATENÇÃO! ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DE A REBELDE DO DESERTO! 

"A Traidora do Trono" é a continuação de "A Rebelde do Deserto" (resenha aqui). O livro continua sendo narrado apenas pela protagonista, Amani. Ele não começa imediatamente após o final de "A Rebelde do Deserto". No final do primeiro livro, os rebeldes conseguiram uma importante vitória sobre o exército do Sultão, e dominaram um ponto estratégico do deserto. "A Traidora do Trono" começa narrando a invasão de uma importante cidade : Saramotai. Desde a grande vitória dos rebeldes até o momento da invasão da referida cidade, eles venceram as tropas do Sultão em outras batalhas; e em uma dessas batalhas, Amani chegou a levar um tiro. Foram meses de recuperação, o que abalou Jin, que abandonou o acampamento rebelde, para se infiltrar no exército estrangeiro que dá suporte ao Sultão. Logicamente Amani ficou magoada com a atitude dele, mas já recuperada ajuda na invasão de Saramotai, e resgata muitas pessoas, dentre elas, sua tia. Mas não demora para as coisas voltarem a ficarem difíceis para os rebeldes. O acampamento deles é descoberto, e atacado. Na fuga, o grupo se divide em dois. O grupo liderado por Amani consegue escapar, entretanto ela é traída de uma forma inesperada, o que a leva ao palácio e as garras do Sultão.
"Era isso que o deserto fazia. Transformava as pessoas em sonhadores armados."
foto de arquivo pessoal
No palácio Amani descobre que conseguiram a impedir de usar seus poderes, e pior, ela é obrigada por uma força maior a obedecer o Sultão em tudo que ele diz; não vou contar como, é claro!!! rsrsrsrs... e o que está ruim, pode piorar! Amani é mantida no harém, onde os jogos de poder entre as mulheres que ali vivem é ferrenho. Todas querem ser destaque de alguma maneira, e não medem esforços para atingirem seus objetivos. Amani começa a conviver com o Sultão, e logo tenta descobrir um jeito de passar informações para os rebeldes. Não tarda e ela descobre um jeito, mesmo que isso arrisque sua vida. O que o povo de Miraji mais odeia no governo é o fato de o Sultão permitir a intervenção estrangeira no país, contudo ele descobre um jeito praticamente invencível de expulsar os estrangeiros e esmagar os rebeldes simultaneamente!!! Tal descoberta tem o poder da Amani como principal recurso para alcançar tal poderio bélico incomparável. E como ela é praticamente uma fantoche do Sultão,  não consegui o impedir de alcançar tal poder. Mesmo com sua fuga do palácio, os rebeldes tem a mínima chance de vitória, mesmo com três filhos do Sultão do lado deles. O final é repleto de revelações de segredos, de traições e reviravoltas. 
“O sol estava se pondo atrás de mim. Quando nascesse de novo, os corpos brilhariam sob a luz do amanhece. Uma nova alvorada. Um novo deserto.”
foto de arquivo pessoal 
Eu estava com bastante receio quanto a esse livro. Quem acompanha aqui o blog e minhas resenhas, sabe o quanto gostei do primeiro livro. E quando inicio o segundo livro fica aquele medo de não corresponder as expectativas. E como é maravilhoso quando o livro supera as expectativas! A autora ganhou um lugar cativo no meu hall de favoritos. Ela escreveu coisas que eu esperava somente pro terceiro livro, e agora não tenho ideia do que vai vir por aí. Enquanto o primeiro livro focou no desenvolvimento da protagonista, esse segundo nos dá a dimensão exata do conflito político. Enquanto acompanhamos somente os rebeldes no primeiro livro, agora conhecemos as estratégias do Sultão e dos estrangeiros que querem tirar proveito de Miraji. Conhecemos mais profundamente os poderes provenientes dos djins, esses seres imortais. Sofremos as traições, descobertas e perigos com Amani. O livro tem um ritmo muito bom, personagens que não esperávamos ver mais, conflitos em todo lugar, etc. O romance continua sendo apenas uma liga a mais nessa história surpreendente. Um dos melhores livros do ano com certeza. A encadernação que também pensei que não poderia melhorar, surpreendeu. Mais uma vez o dourado em contraste, com esse lindo roxo. Tem que parar para admirar toda vez que pego no livro! Agora fica a aflição de esperar o terceiro e derradeiro livro. Que a autora continue tão iluminada para escrever!!!
- Meu filho é um idealista. Eles são ótimos líderes, mas nunca se saem bem como governantes.

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