[Resenha] Prince of Fools - Mark Lawrence

Sub - título : A Guerra da Rainha Vermelha
Gênero : Fantasia / Literatura Inglesa
Editora : DarkSide Books
Lançamento : 2015
Número de páginas : 420
ISBN-13: 9788566636772

ISBN-10: 8566636775




"Sou mentiroso, trapaceiro e covarde, mas nunca, nunquinha, vou deixar um amigo na mão. A não ser, é claro, que para isso seja preciso sinceridade, jogar limpo ou coragem." Pág. 11
Assim se apresenta Jalan Kendeth, príncipe do reino de Marcha Vermelha, situado no chamado Império Destruído. Para aqueles que conhecem a Trilogia dos Espinhos, composta por Prince of Thorns (resenha), King of Thorns (resenha) e Emperor of Thorns (resenha), sabe do que estou falando. Para você que não conhece, o chamado Império Destruído é uma região que abrange dois continentes, que está a frente do nosso tempo, mas que voltou ao tempo medieval, por conta de uma grande explosão solar, que devastou nossas tecnologias. Há a existência de magia, de um tipo bem peculiar, que não é aquela que estamos acostumados a ver nesse tipo de gênero. A estória é narrada em primeira pessoa por Jal (apelido dado a ele por outros personagens). A narrativa se passa ao mesmo tempo de Prince of Thorns. Jal é o décimo na fila de sucessão ao trono de Marcha Vermelha, mas ele não dá a mínima para isso. Como você pode ver por sua apresentação inicial, ele se autodenomina um covarde, boêmio e mulherengo. Ele vive escapando de suas obrigações reais, vive metido em jogatinas e tem fama de ser um mal pagador. Depois de uma noitada, ao voltar ao palácio, todos os príncipes que são netos da Rainha Vermelha, a soberana do reino, são solicitados a sua presença. Ela conta que uma guerra terrível está por vir, não as guerras comuns que às vezes são travadas contra seus reinos vizinhos; mas uma guerra que afetará todo o Império Destruído. E o inimigo é diferente de tudo já visto, são forças vindas dos mortos, comandadas pelo Rei Morto. Para provar o que ela está dizendo, são trazidos alguns vikings, que vivem no norte extremo, no meio do gelo, que foram capturados. Eles confirmam que o Rei Morto está reunindo forças no norte, e traçando planos para dominação do Império. 

"E eu sou muito bom com mentiras. Dizem que os melhores mentirosos quase acreditam em suas mentiras -  o que me torna o melhor de todos, porque se eu repetir uma mentira muitas vezes, acabo acreditando totalmente nela, nada de meios termos envolvidos!". Pág. 133
A Rainha Vermelha começa a explicar a seriedade da questão, afinal o inimigo tem um exército muito mais numeroso ao seu dispor : os milhares de mortos. Contudo, Jalan não presta atenção nisso, ele observa um dos vikings, muito forte, que precisa do dobro de correntes dos outros para ser contido. Jal já arquiteta um plano para o levar cativo as lutas clandestinas como seu lutador. Ele até consegue fazer isso, mas o nórdico escapa. Quando a noite cai, há um baile organizado pelo pai de Jalan, ao qual ele é obrigado a ir, e ao encontrar alguns credores, ele começa a fugir. Ao conseguir sair do recinto do baile, ele presencia algo alarmante. A Irmã Silenciosa, que é uma bruxa conselheira de sua avó, a Rainha Vermelha, está executando um feitiço nos muros do local, que começam a pegar fogo.  Jalan como bom covarde que é, começa a fugir, mas ele percebe que um rastro de luz e outro de escuridão começam a segui - lo. E tudo que esses dois rastros tocam explodem automaticamente, e o desespero toma conta dele. Ele foge com todo o ímpeto, e sem perceber acaba esbarrando com o nórdico, e nesse trombo, os rastros alcançam os dois, e os atravessam. Jalan acorda pensando estar morto, mas verifica que não, e o viking está ao lado dele. Depois do susto, cada um tenta seguir seu caminho, entretanto, ao se afastarem muito a magia que os acertou começa a demonstrar que vai explodir, e quando se tocam também há uma pertubação. Jalan se vê em um pesadelo, tendo que viver a partir disso acompanhando de Snorri, o viking. 


"Todos nós praticamos o autoengano até certo ponto: homem nenhum consegue suportar a sinceridade total sem se ferir a cada momento. Não há espaço suficiente para a sanidade na cabeça de um homem ao lado de cada sofrimento, cada preocupação, cada medo que ele possua." Pág. 153
Snorri quer retornar ao norte para consumar uma vingança contra um inimigo pessoal que destruiu seu vilarejo e levou cativo sua mulher e um filho; além de ter matado outro. Jalan que está apavorado em voltar ao palácio, e por não querer enfrentar o nórdico que é muito mais forte, concorda em o acompanhar, com o pretexto de achar uma solução para quebrar o feitiço que os une. A jornada é muito longa, e conhecemos mais a personalidade de cada um. Eles descobrem pelo caminho que Jalan foi afeto pelo rastro de luz, e Snorri pelo rastro de escuridão. Como consequência Jalan passa a ser advertido por um ser que se comunica somente com ele, por telepatia, que ele chama de consciência. E Snorri revela que tem um ser das trevas que se comunica com ele, dando os conselhos mais sombrios. Também durante a viagem, o viking se mostra um exímio guerreiro, e Jalan com muita sorte e atuação passa a imagem de saber lutar. Eles são atacados por mercenários, e forças mandadas pelo Rei Morto. Eles descobrem que o feitiço lançado pela Irmã Silenciosa tem como alvo alguém importante do inimigo, e esse feitiço destruirá  seu alvo os usando. Ao chegarem às terras congeladas a vingança de Snorri revela estar intimamente ligada com os planos do inimigo. A batalha é ferrenha, e os amigos Jalan e Snorri são testados ao limite. No fim eles ficam em posse de um objeto, que será crucial no desenrolar da estória.
"Por nunca ter sido incomodado por uma consciência antes, eu estava longe dela. Então, quando uma voz começou a sussurrar todos os dias, por um minuto ou dois, para eu ser um homem melhor, decidi que o choque dos acontecimentos recentes havia finalmente despertado a minha consciência. Ela tinha nome - Baraqel. Eu não gostava muito dele." Pág. 165 
Bem eu ganhei esse livro como cortesia da DarkSide. E como todo livro deles, o cuidado com a encadernação é algo que nunca canso de admirar. As já marcas registradas da editora: capa dura e fita marca página em cetim estão presentes, e o cheiro maravilhoso! Os detalhes em vermelho são muito bonitos, e o mapa estendido em relação a Trilogia dos Espinhos, foi uma agradável surpresa. Mais surpresa ainda, como vocês podem comprovar nas fotos, foi o chaveiro em forma machado, que é uma arma usada por Snorri na estória. Foi muito bom voltar ao Império Destruído, e ver que o autor tinha muita coisa ainda pra mostrar desse cenário. Os personagens são muito bem construídos, e confesso que não me afeiçoei a Jalan Kendeth. Sua personalidade enganadora e falsa, me causou uma certa aversão, mesmo que ele tenha percorrido um caminho de redenção  e se mostrado ao menos um bom amigo.  Agora quanto a Snorri, esse sim é um personagem cativante. Ele é o oposto de Jalan, honesto, verdadeiro e corajoso. Esse detalhe foi o ponto de equilíbrio, e o autor merece o crédito por isso. Outro ponto forte, foi ver que o autor nos brindou com estória totalmente diferente da trilogia anterior. E por falar nisso, esse é o primeiro livro de uma nova trilogia no Império Destruído! E para finalizar, a editora fez um belo trabalho de divulgação nas redes sociais, e deixo uma das fotos que podem ser encontradas na fan page da DarkSide no Facebook.

foto retirada da fan page Trilogia dos Espinhos

Belo trabalho de divulgação! Concordam? ;)

2 comentários:

  1. As edições da darkside arrasam sempre, gosto de hardcover com certeza! Ainda não li, mas tenho vontade. Cheguei a ver o trabalho de divulgação deles nas redes e super curti.
    Bjs

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    1. Com certeza Renata! Eu tenho alguns livros da DarkSide e nunca me canso de admirá - los... quanto ao trabalho de divulgação foi algo que não estamos acostumados de ver no mundo literário, e eu particularmente gostei bastante... bjo

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